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Forte Apache

Autismo tablóide

Maurício Barra, 19.10.12

É confrangedora a dicotomia entre o país real e grande parte do país publicado (e visionado).

Aliás, para os atentos, vivemos em dois países em simultâneo. O país que vive sob resgate e assinou um PAEF, e o país da intriga que simula situações que não existem mas convinha que existissem para servir as suas agendas políticas.

De certa forma até estávamos habituados, com o pogrom que a esquerda instalada na imprensa lançou desde a primeira semana da posse do actual governo. O que é novidade é a catrefa de comentadores que, devido ao tropeção táctico do Governo no mês anterior, elaboraram narrativas tremendistas, qual delas a melhor para demonstrar ainda maior desequilíbrio que o dito tropeção, para competir num concurso de inépcia intelectual de ansiosos que querem enquadrar a realidade nas suas teorias catastróficas.

É pena quem perdeu a entrevista de ontem a Vítor Bento na SICN. Além de ter dado uma lição de jornalismo à perfídia da menina gótica que ali oficia todas as noites, desmantelou as tergiversões de todos aqueles que nas últimas duas semanas andam numa corrida para serem citados com a “bojarda” do dia.

A mensagem é simples: se não querem criar uma nova Grécia, limitem a vossa análise à esfera da realidade e não contribuam para termos mais instabilidade política do aquela que temos de sofrer para nos livrarmos da bancarrota. Vivemos num Estado de Democracia Representativa que temos de respeitar. Só por estupidez se pode colaborar com os partidos anti-democráticos que querem derrotar a democracia na rua e conduzir o país para a miséria.

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