Segunda-feira, 22 de Outubro de 2012
por Francisca Prieto

Embora Prémio Nobel seja um conceito dificilmente dissociável da cidade de Estocolmo, no que toca à Paz, por instruções do próprio Alfred Nobel, o prémio é geograficamente decidido e atribuído em Oslo.

 

De maneira que eu, se por alguma improbabilidade do destino, fosse convidada para fazer parte do comité norueguês, propunha de caras conceder o galardão à minha mãe.

 

Numa família da dimensão da minha, qualquer refeição conjunta descamba muito facilmente em lançamentos de mísseis equipados com ogivas nucleares. E é à minha mãe que cabe a missão de mediação e de concertação das negociações com vista a promover a fraternidade e a reduzir os esforços de guerra. Missão essa que ela desempenha com uma eficácia ao nível da de Nelson Mandela ou do Bispo de Díli.

 

Deduzo que a perícia lhe advenha de um coração que se foi tendo de multiplicar pela vida fora, de tal forma que hoje tudo consegue gerir, digerir e albergar.

 

A atribuição de um Nobel da Paz a uma mãe do gabarito da minha serviria certamente de exemplo a muitas famílias de muitas nações que actualmente vivem a orfandade do desamor.

 

Embora acredite nas  capacidades apaziguadoras de um líder espiritual, acredito muito mais no poder pragmático de uma mãe para meter ordem no planeta. Porque só a voz de uma mãe pode calar o mundo. E porque só no colo de uma mãe pode caber toda a humanidade.

tags:

tiro de Francisca Prieto
tiro único | gosto pois! (2)

Comentar:
De
  (moderado)
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Este Blog tem comentários moderados

(moderado)
Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres




Regimento
outras cavalarias
tiros recentes
tiros mais comentados
cofre
tags
Arregimentados
Subscrever feeds