Segunda-feira, 22 de Outubro de 2012
por Rodrigo Saraiva

Olho para a lista de premiados com o Nobel da Paz e questiono-me: o que falha? Quem falta? A resposta ocorre-me célere. Falta um português.

 

Nós que somos um povo plural, social e culturalmente. Nós que estivemos presentes em todos os cantos do mundo. Nós que nunca nos envolvemos, com intensidade das épocas, em grandes guerras e conflitos. Nós que somos um povo positivamente pachola. Nós que somos uns public relations. Nós que temos personalidades que em diversas áreas deixaram um valioso legado, nunca tivemos direito a um Prémio que distingue distintas características da portugalidade.

 

Por isso o meu Prémio Nobel da Paz vai para um português, mesmo que postumamente.

 

Alguém que tenha, em prol de outros, colocado a sua própria segurança e carreira em causa. Alguém que tenha posto de lado o seu conforto para que outros encontrassem a segurança e tivessem paz. E quando me refiro a outros fala-se de milhares.

 

Alguém que desafiou, com as suas acções, personalidades marcantes e polémicas da história. Por um lado a pessoa que dominava politicamente Portugal, Salazar. E por outro alguém que loucamente tentava dominar o mundo, mesmo que para tal tivesse que dizimar povos, culturas e religiões, Hitler.

 

Porque olhando à vontade de Alfred Nobel as suas acções contribuíram, na forma e dimensão, para a fraternidade entre as nações, porque ajudou a reduzir os esforços de guerra e porque promoveu a paz. Por isto o meu Prémio Nobel da Paz vai para Aristides Sousa Mendes.

 

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2 comentários:
De Francisca Prieto a 22 de Outubro de 2012 às 10:56
Gosto, pois!


De Sérgio Azevedo a 22 de Outubro de 2012 às 18:28
eu também gosto.


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