Quinta-feira, 25 de Outubro de 2012
por Diogo Agostinho

Ontem, no serão da noite, assisti a duas entrevistas. Por coincidência, dois sportinguistas: um ex, outro actual Presidente.

 

Não irei abordar o tema Godinho Lopes, mas não posso deixar de falar do ex-Presidente Jorge Sampaio.

 

Ora, o nosso Cândido e pacificador Sampaio foi de caras ao actual momento da política portuguesa. Deste afastado da vida activa, já perdi a conta às entrevistas nestas últimas duas semanas... Não se considera agitador, não quer personalizar criticas. Apenas debater ideias. Pois.

 

Confrontado com a questão pertinente de Vitor Gonçalves sobre a comparação dos tempos actuais com o que viveu em 2004, este Cândido ex-Presidente não encontra paralelismos. Pois não. Disse até que ia falar! E falou. Tom grave para dizer duas pérolas geniais.

 

Não se obriga ninguém a ser Primeiro-Ministro quando não quer e que fez diligências para encontrar outra alternativa no seio da maioria da altura, a mesma de hoje, para não ficar com a opção Santana Lopes e Paulo Portas.

 

Mas depois disse mesmo que acatou a decisão e, pobre coitado, sofreu duras críticas dos seus próximos políticos, isto é, dos seus camaradas, mas para ele um Governo não poderia durar apenas seis meses.

 

Tudo certo até aqui. Mas o problema é que a entrevista continuou e o que nos disse o senhor?

 

Disse que passados alguns meses dissolveu a Assembleia da República apenas por uma questão de legitimidade. Que houve confusão nos jornalistas, talvez por ter explicado mal, que não demitiu o Governo. E acabou a dizer que há alturas em que se deve fazer uma consulta popular para legitimar o poder da Assembleia da República.

Assinado o Cândido Sampaio.

 

É extraordinário a real lata deste senhor. Portanto, ele afinal não demitiu. Queria apenas uma consulta popular. Mas não foi este senhor, em tom grave, a afirmar que existiam razões que afectavam o normal funcionamento das instituições democráticas em Portugal?

 

Pois foi. E fez o que fez sem qualquer questão, sem qualquer vergonha na cara, em que passados estes anos afirma o que afirma.

 

E ainda mais extraordinária é a resposta que dá perante a actual maioria, se vê futuro na mesma e se devem substituir-se os actuais líderes. E o nosso Cândido Sampaio o que diz? Apenas isto: os partidos devem ser livres de escolher. Mas não foi ele que fez diligências para encontrar outra solução em 2004? 


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4 comentários:
De Marão a 25 de Outubro de 2012 às 11:47
Quem estiver cansado das últimas aparições celestes de Sampaio ponha o dedo no ar. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!x!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


De k. a 25 de Outubro de 2012 às 14:52
Cândido? Não, teve foi "cojones"

Teve-os quando deu posse ao Santana Flopes (recebi muitos SMS's a dizer "um governo, uma maioria, um presidente", na altura) - lembro-me bem dessa altura, porque estava a caminho dos algarves a ouvir rádio com um amigo meu da J que só lhe chamava FDP.......


Teve-os quando dissolveu a Assembleia (no meio de uma clara confusão no governo, e acusações de manipulação da comunicação social - vide caso Marcelo), e colocou o seu destino enquanto presidente nas mãos do povo (o que acham que lhe teria acontecido se o Santana tivesse de facto ganho as eleições?)

Compreendo que alguns de vós não tenham gostado da decisão, é claro - mas apenas alguns, porque houve muita alegria mal disfarçada no seio do PSD quando o Santana caiu...


Comparemos esta actuação, com o actual Presidente da República.
"as vaquinhas tem um ar feliz"


De jfd a 25 de Outubro de 2012 às 15:12
E tu a cantar com as vaquinhas certo?


De Rural a 25 de Outubro de 2012 às 17:40
Mas que bluff este São Paio.

Consegue aparvalhar-nos a todos os portugueses â direita e esquerda.

Quem consegue repetir de cor o que ele diz minutos antes?

Nem ele próprio sabe o que disse.

É impressionante que deixa todos sem fala, pois ninguem compreende nada do que ele quer dizer com aquele matraquear mecanizado.

Impressionante!


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