Sábado, 27 de Outubro de 2012
por Rui C Pinto

O blogue chama-se "chamem-me o que quiserem". Ora, um texto que versa sobre um caso concreto, sem nunca assumir a discussão do dito caso pode adjectivar-se de dissimulado. Uma dissimulação exposta pela cobardia dos argumentos.

 

O problema é que um juiz decidiu nomear como tutores de uma criança um casal de homossexuais. O que se discute é o formalismo da decisão e a filosofia do juízo. Ataca-se a legitimidade de um juiz decidir quanto aos destinos de crianças, imagine-se!, e, de caminho, coloca-se em causa a própria agenda do juiz... Mas atenção, o que importa ao Henrique Monteiro não é se o casal tutor é gay ou não, como lembra no texto, mas antes se os juízes podem decidir sobre o bem e o mal, tanto mais que o diabo existe nos detalhes, e o yin-yang equilibra o universo em shangri-la. ♪♩♫ Pinheirinho, pinheirinho, de ramos verdinhos, ♩♫ p'ra enfeitar p'ra enfeitar, bolas bonequinhos... ♪♫


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