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Forte Apache

Este é o primeiro tiro

Marta Elias, 10.10.11

Ou devia ter sido.

Isto foi um bocadinho repentino. Andava eu há uns tempos arredada do Albergue quando me ocorreu ir lá dizer umas coisas sobre os homens. Foi quando o João me alertou para as mudanças, já nem sequer muito novas, e me perguntou se queria disparar uns tiros aqui.

Sofro de falta de pontaria aguda. Jamais acertarei seja onde for e, geralmente, nem tento. Mas a ideia de disparar, dos tiros, agrada-me.´

 

Escrevo para me divertir e, quando estou triste, pura e simplesmente não escrevo. Por isso andei calada. Calada não, quieta. No dia em que me calar é porque morri, mas quieta fico às vezes.

Agora já passou. Já tenho vontade outra vez. Mas fico sem saber se vocês terão vontade de me aturar a mim. Por isso arrisco.

E espero que sim.

Espero que se divirtam.

Espero que não me levem a sério.

Espero que o meu contributo por aqui ajude a lembrar que há vida para além da crise, das crises, da crise das crises. Se isso acontecer, nem que seja por uma vez só, já fico contente.

Se não, mandem-me calar. 

Calar não me calo, mas prometo que fico quieta. 

 

Marta

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