Terça-feira, 6 de Novembro de 2012
por José Meireles Graça

(*)

 

Tenho alguns amigos lisboetas, coitados.

 

Dei-me conta há anos que, por razões que desconheço, chamam nêsperas aos magnórios e ignoram a existência mesma do fruto da nespereira. O caso é ainda mais grave: constatei com desgosto que semelhante ignorância é extensiva a outras regiões não muito distantes da privilegiada onde vivo, e que a confusão nem sequer poupa a Wikipédia.

 

Ora aqui está ela, a nêspera, pronta a ser comida à colher. É hoje rara, o sabor não é grande coisa e é praticamente desconhecida. Tem todavia propriedades nada desprezíveis: dado o seu alto teor de não sei quê, é uma poderosa adjuvante das capacidades cognitivas, pelo que não é de excluir que a sua infrequência talvez seja uma pista para explicar algumas opiniões diferentes da minha, que vejo por aqui e ali em letra de forma.

 

Não peço agradecimentos: o que não faço eu pelos amigos?

 

__________

 

* Imagem daqui


tiro de José Meireles Graça
tiro único | comentar | gosto pois!

3 comentários:
De Rural a 6 de Novembro de 2012 às 23:03
Mas ainda há lisboetas?

Pelo facto de se ter nascido na Maternidade Alfredo da Costa, e esta ser da freguesia de São João da Pedreira, não faz de qualquer um, lisboeta.

Ali têm nascido mais Minhotos e timorenses que lisboetas.

Só o lisboeta tem direito a ser ignorante, os outros sabem muito bem o que é "o ancinho".


De Augusto a 7 de Novembro de 2012 às 10:21
São João?
Não será São Sebastião da Pedreira?


De Rural a 7 de Novembro de 2012 às 15:12
É sim Augusto, São Sebastião, mas como é tudo para aqueles lados confundo as coisas.

Obrigado e peço desculpa aos milhões que nasceram nessa Junta de Freguesia.

Principalmente peço desculpa às maiorias caboverdeanas e angolanas que lá nasceram estas últimas décadas.


comentar tiro

Regimento
outras cavalarias
tiros recentes
tiros mais comentados
cofre
tags
Arregimentados
Subscrever feeds