Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012
por Maurício Barra

Para quem está espantado com a falta de reacção da nossa imprensa às recentes declarações de Vasco Lourenço, nas quais alimentava a estapafúrdia ideia de uma próxima guerra na Europa (porque a realidade não vai de encontro às suas “vontades de revolução permanente”), e agora constata uma reacção violenta contra Isabel Jonet, com primeiras páginas promovendo abaixo-assinados e quejandos, porque a senhora argumentou o que entendeu argumentar sobre a realidade que vivemos, tem de perceber como isto funciona: o grupo organizado que navega nas águas dos dois partidos não democráticos, com a ajuda dos radicais e idiotas úteis que para estas coisas aparecem sempre, alem das manifestações organizadas por SMS, dedica-se ao ataque de todas as situações e opiniões com que não concordam. São ataques ad hominem que visam pessoas que os incomodam, seja porque têm uma opinião diferente, seja porque pelos seus actos ocupam postos de relevância social que gostariam de destituir.

Como a senhora não deixa que a sua obra caia em mãos que ideologicamente a destruiriam em pouco tempo, vai daí organiza-se um abaixo-assinado e a respectiva promoção, do qual temos notícia porque as antenas que este grupo tem em órgãos de imprensa têm uma influência exorbitante e exploram um caso que, visto e revisto, não passa de um fait-divers em qualquer democracia.

Mas para estes profissionais da agitação e propaganda, nós não somos uma qualquer democracia. Temos de ser uma “democracia a caminho do socialismo”, na qual se tenta na rua obter o que não se conseguem ter pelo voto.


tiro de Maurício Barra
tiro único | gosto pois!

De Marão a 8 de Novembro de 2012 às 22:46
É tudo uma questão de roupagem. Tal como alguém mal lavado mas bem vestido passa por limpo e importante, quem não se perde na escolha das palavras mais simpáticas é desde logo alvo preferencial a abater, independente da obra realizada e da nobreza de carácter patenteada. Os que se alimentam mais de palavras que de actos tudo aproveitam para desferir ataque feroz a vítimas inocentes e desprevenidas que lhe vão caindo nas garras. É disso que fazem vida, mas a impunidade de que sempre gozam é culpa inteira de uma sociedade que os os tolera, os imita e até os aplaude. E enquanto proliferarem por aí jornalistas que escrevem como cavadores de enxada que lhes serve de caneta e repórteres de pulverizador ás costas que não passam de carregadores de microfones nada vai mudar. Está a apetecer-me um cigarro.


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