Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012
por Diogo Agostinho

Este nosso comentador “independente” chega-nos das mais variadas formas no alto da sua capacidade de análise e independência anarquista que tanto gosta de cultivar. É na SIC generalista, o grande concorrente de Marcelo, é numa coluna de uma página no Expresso, ou mais recentemente na sua visão da última década que este país conheceu.

 

O Expresso, com artigos interessantes e outros mais “exóticos”, não encontro outra palavra capaz de descrever a reflexão sobre o novo milénio, que Miguel Sousa Tavares efectuou no passado fim-de-semana.

 

Ora, este nosso anarco-independente faz uma análise ao seu estilo. Com a superioridade moral à Louçã e com um “realismo” indescritível fala da Governação de José Sócrates como o grande legado de dinamismo e capacidade de mobilização da sociedade portuguesa. Ora, chega mesmo a levantar a grandiosidade deste homem com o seu pecado capital: as grandes obras públicas, que reformou este país, mas encontrou forças de bloqueio. A sério? Que modernizou, que deu um choque tecnológico, que foi a alavanca das renováveis, que defendeu Portugal. Que estava tudo muito bem, mas que coitado, pobre do rapaz deixou-se enredar por afrontar os poderosos. Por isso aconteceu Freeport e o caso da TVI.

 

É extraordinário o branqueamento dos 6 anos de Governo Sócrates que Miguel Sousa Tavares faz. Numa crónica que tem como intuito clarificar cada personagem e cada momento da vida no nosso País, MST deixa-se levar pela emoção de bem dizer e falar desse grande estadista que hoje habita essa bela cidade de Paris. E aqui demonstra bem que o menino de ouro foi levado em ombros por este independente comentador e os Dias Loureiros desta vida.

 

Assim reza a independência de Sousa Tavares...e que continue a ter esta liberdade de pensamento e afastamento de qualquer interesse ou facção. 


tiro de Diogo Agostinho
tiro único | comentar | gosto pois!

7 comentários:
De Cobarde a 9 de Novembro de 2012 às 17:41
Que tiro certeiro caro Diogo.

João F. Calçada


De fado alexandrino a 9 de Novembro de 2012 às 19:05
Há uma explicação.
Sousa Tavares teve e tem uma paixão assolapada por Clinton.
Como sempre teve medo de ocupar um cargo público (penso que é um trauma do que aconteceu ao Pai) em determinado momento pensou ver em Sócrates o Clinton luso e assim sublimar aquela frustação.
Foi o chamado efeito Armani.
Depois, como nunca se engana, ele até podia ter fugido para o Mali com um combóio de dinheiro tem que o defender agora e sempre.
Perdoe-se.


De Carlos a 9 de Novembro de 2012 às 19:20
Não gosto nem um pouco do tipo. Este texto está mesmo no ponto.

Sousa Tavares só mesmo para romance. Nunca entendi essa relação de apoio a Sócrates.


De Joana Sousa a 9 de Novembro de 2012 às 19:30
Ele tem sempre esse ar. Põe o Louçã a um canto em maré de moral.


De José Cristóvão a 9 de Novembro de 2012 às 19:46
Só respeito este anarco pela mãe. Tudo o resto que escreve é sempre ao lado e zero fundamentado. Foram muitos almoços com o Zé em S. Bento não?


De jfd a 9 de Novembro de 2012 às 20:58
Carlos que bom ler-te!

Diogo certeiro!

E sim, ele é tão aficionado em Clinton que nem percebeu que foi este quem abriu as portas ao colapso recente de Wall Street com o seu aval à especulação sem regras...
Enfim... O homem abre a boca e ninguém o coloca em causa, tal e qual o da TVI.


De Floriano Mongo a 10 de Novembro de 2012 às 15:56
Como todos os bitaiteiros, MST não se prepara e dispara o que lhe parece daí tanta imprecisão nos seus comentários.

Mas há um aspecto interessante, desde que se casou com a deputada do CDS, MST parece fazer questão de carregar mais nas cores opostas às da mulher não vá alguém desconfiar que por ali haja qualquer influência de alcova.
Os bitaiteiros da psicologia que expliquem. :))


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