Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012
por Maurício Barra

Claro que não.

Paralisação total do país ? Também não.

Greves sobretudo nas zonas urbanas, em áreas do sector público e nos transportes.

Poucas greves no sector privado.

Num país em que "o que se ouve no espaço mediático e nas redes sociais como opinião dominante parece não representar a maioria dos portugueses. (...) [H]á uma maioria silenciosa que tem bom senso e apenas deseja que os problemas do país sejam resolvidos o mais depressa possível.( Helena Garrido in Jornal de Negócios )", a greve de hoje terá mais impacto na imprensa do que no quotidiano dos portugueses.

É mais uma greve "contra o empobrecimento" que empobrece ainda mais o país e ataca a difícil recuperação económica que temos de enfrentar nestes dias em que, sem dinheiro, precisamos do apoio dos nossos credores para escapar à bancarrota.

Mas sobretudo, uma greve que atrasa a criação de emprego num país que precisa de o criar para diminuir o desemprego. Que acabará por surgir a partir do sector privado, onde 3.700.000 portugueses e portuguesas trabalham todos os dias, a mola real que poderá impelir a nossa economia para uma situação mais saudável do que aquela que agora vivemos. Com greves gerais que lhes passam completamente ao lado.

 

Nota : não existe greve dos bombeiros. Só uma corporação de Lisboa, de sapadores, funcionários pagos pela autarquia, é que se prestaram ao papel de estar ao lado do secretário geral da CGTP.  Todas as outras 431 ( repito, 431 ) corporações de bombeiros voluntários do país, que não recebem um euro pela actividade que desenvolvem, estarão, como sempre, em estado de prontidão permanente para ocorrer à suas populações.


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9 comentários:
De Reaça a 14 de Novembro de 2012 às 10:00
Os brincalhões dos comboios, aviões, barcos e as poucas coisas que se mexem em Portugal, à custa do povo, com os seus sindicatos e suas administrações, sócios e xulos, são a par dos banqueiros, a maior desgraça deste país.


De André a 14 de Novembro de 2012 às 10:38
... e mesmo a greve na função pública é empolada pela enorme incidência no sector dos transportes. Eu trabalho para o sector do Estado e só não fui trabalhar por não ter qualquer possibilidade de transporte (nem à boleia).

Referindo-me apenas ao caso dos transportes, a posição do governo tem sido miserável, furtando-se à imposição de uma providência cautelar, que já vem tarde. Os utentes estariam do seu lado, não haja dúvidas, mas o governo teme os tiques trauliteiros dos sindicatos ferroviários. Por muito menos, num passado não muito distante, foi imposta uma providência cautelar aos maquinistas da CP. E a situação da empresa - e da economia! - não era da actual gravidade...


De Carlos a 14 de Novembro de 2012 às 20:23
Não queria dizer requisição civil?


De fado alexandrino a 14 de Novembro de 2012 às 11:17
Tanto quanto sei as corporações voluntárias de bombeiros recebem subsío do Estado e, claro está, cobram pelos serviços prestados, por vezes bem caro.
Não tira nenhum mérito ao que fazem, note-se.
Há ainda pelo menos mais três corporações de bombeiros pertença do Estado.


De Maurício Barra a 14 de Novembro de 2012 às 18:56
recebem subsídios dos respectivos municípios ( não todos ) e da ANPC, para custos de estrutura, veículos e equipamentos individuais. obviamente os serviços prestados são pagos, a única fonte de receita directa de cada corporação. mas nenhum bombeiro voluntário recebe um euro pela sua actividade.


De fado alexandrino a 15 de Novembro de 2012 às 18:09
Não quero envolver-me em polémicas mas a esmagadora maioria dos bombeiros "voluntários" são empregados das próprias corporações.
O transporte de doente ao hospital (género taxi) num veículo próprio que leva cinco a seis doentes, custa trinta euros.
Por algum motivo houve a recente polémica com a adaptação de taxis aquela função.


De Marão a 14 de Novembro de 2012 às 11:38
Um convite ao camarada Arménio. Na próxima greve só para dar um exemplo, no sector dos transportes façam-na de braços caídos sem cobrar bilhetes. Aposta neste ou disfarça?


De AMD a 14 de Novembro de 2012 às 19:51
Porquê tanta azia? Ainda não estão em condições de acabar com a lei da greve? Salazar teve as mesmas condições e rápido acabou com ela. Falta de firmeza?


De Tiro ao Alvo a 14 de Novembro de 2012 às 20:29
Eu tenho respeito pelos bombeiros, mas que alguma coisa não anda bem, não anda.
Eu não gosto dos alertas, de todas as cores, que trazem vantagens para algumas entidades, bombeiros incluídos. Cheira-me a coisa esquisita...
Além disso, a gente lê coisas como esta, e fica pensativo...
http://amar-abrantes.blogs.sapo.pt/552935.html


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