Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012
por Maurício Barra

Após não ter dado em nada a vaga da “explosão social” e do “derrube do Governo” que o BE, o PC e Mário Soares ( este acompanhado por alguns socialistas sempre prontos para “revisões” da democracia ) alimentaram nos últimos meses, com o inefável apoio das primeiras páginas do Público, semana sim semana não com as “dúvidas” do Expresso, e com a catarse de alguns jornalistas e comentadores da SICN, RTPN e da Constança da TVI24 , o país está finalmente a cair em si e repara que afinal vivemos numa democracia, e que os governos são resultado de eleições em que cada pessoa tem um voto,  e que é completamente irresponsável deitar abaixo um governo legítimo com manifestações e acções de agitação e propaganda.

O país, que também ainda está a digerir a desilusão de que o actual Governo afinal comete erros de palmatória ( TSU ) e tem flancos que o enfraquecem ( affaire Relvas ), começa a perceber que, mesmo assim, na actual situação económica,  Passos Coelho e Vítor Gaspar são  o que melhor há para tirar o país da bancarrota em que o meteram.

Porque a alternativa nem sequer está desacreditada, não existe.

O PS, que pensa exclusivamente nas eleições autárquicas do próximo ano, e não quer assumir que tem de defrontar os seus fantasmas esquerdistas para apresentar uma solução de governo exequível no quadro do Euro e da União Europeia, está a fazer o velho jogo dos velhacos, um hábito político cá do burgo que sempre se renova desde os Velhos do Restelo. Sabe que o que está a ser feito para cumprir o programa de ajustamento não tem alternativa, mas o Governo que se lixe, aguente-se sozinho, porque os portugueses acabam por esquecer-se de quem o colocou nesta situação.

Não vão esquecer-se.

Agora que chegou a meio a provação de cumprimento do acordo de ajustamento, e que começam a ter contornos definidos os futuros programas de “crescimento “ do investimento e criação de emprego, as “bocas” semanais de AJSeguro, rodeado de umas bandeirinhas ululantes, vão rapidamente começar a perder sentido porque, mais cedo do que mais tarde, vai ter de assumir as suas responsabilidades de partido democrático constituinte do arco governamental.

Ou não.

Se continua a querer mais despesa pública e mais impostos, vai perceber que isto de ser cigarra em tempo de formigas paga-se caro.


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