Terça-feira, 11 de Outubro de 2011
por Marta Elias

Caros senhores das editoras e dos lobbies apensos,

 

Porque sou uma querida, venho avisar-vos de que estão a perder dinheiro. Estamos em crise, há que ser solidário e, principalmente, há que poupar.

 

Ora, a questão é a seguinte: de uma filha que passou para o 7º ano para um filho que entrou no 5º, este ano aproveitei dois manuais. De uns dez que eles têm cada um, no intervalo de dois anos, aproveitei dois. Quase quinhentos euros, foi o que me custou. Só os manuais.

Perguntei por todo o lado a razão. Ninguém sabe. Nem as escolas, nem os professores, nem os retalhistas. É assim.

Porque me preocupo com vocês e porque a crise é uma cena que a mim me assiste, ontem fui comparar dois manuais de História - o novo e o escandalosamente desatualizado de há dois anos. Detetei onerosas alterações no aspeto da capa, manifestamente complexas trocas na posição dos textos e... pronto, é isso.

Não sendo engenheira nem nada, julgo ter aqui uma ideia vencedora que, por nos beneficiar a todos - pais, empresas e ambiente - deixo à apreciação de vosselências: 

Para o ano enviem só os NIBs das vossas contas pessoais e nós fazemos-lhes a transferência direta. Assim, deixamos de ter manuais para forrar, facilita-se a complicada tarefa de mandarem os lucros para as Caimão e ainda se poupa imensa celulose.

Vá, não precisam de agradecer.

Com amor

Marta


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21 comentários:
De Alice Alfazema a 11 de Outubro de 2011 às 16:45
Há também alterações nas fotografias e nas cores dos gráficos...e ainda, no preço e no IVA.


De Marta Elias a 11 de Outubro de 2011 às 16:55
Falha minha, é verdade. Obrigada pelo reparo. :-)


De Octávio dos Santos a 11 de Outubro de 2011 às 17:43
«Desatualizado»?! «Detetei»?! «Aspeto»?! «Direta»?!

Você rendeu-se ao «aborto ortográfico» e protesta com as editoras... por causa de algumas alterações superficiais nos livros?

Isso, sim, é que é ter um «sentido das prioridades»...



De Eleitor a 11 de Outubro de 2011 às 18:33
Otávio!
Eu sei que custa, mas que remédio: temos mesmo que nos habituar ao novo acordo ortográfico, esse salto para a modernidade com que os nossos intelectuais e políticos nos brindaram (mesmo contra a nossa vontade).
Vamos inundar o Brasil com os nossos livros, vamos pôr nos bolsos dos nossos editores muitos milhares de euros (faz subir o PIB). Isto parece mais difícil do que é na realidade.


De Marta Elias a 11 de Outubro de 2011 às 20:53
Apesar de também não gostar, a verdade é que o acordo é uma realidade. Mais tarde ou mais cedo todos vamos ter de o ado(p)tar. Há já algum tempo que não se escreve pharmácia e também então alguém há-de ter sido contra. Esse alguém já morreu, a língua portuguesa não.


De Marta Elias a 11 de Outubro de 2011 às 22:33
@ Otávio: e lamento que não tenha percebido o sentido do texto.
@Eleitor: obrigada. :-)


De Octávio dos Santos a 12 de Outubro de 2011 às 10:14
Quatro notas.

Primeira, o meu nome é «Octávio». Com «c» antes do «t». Sempre foi, é e sempre será. É preciso mostrar o meu BI para o comprovar? Não há «aborto ortográfico» que o mude. E quem se atrever a escrevê-lo incorreCtamente… fá-lo por sua conta e risco. Fica o aviso.

Segunda, só pervertidos (os que acreditam em absurdos), ignorantes e cobardes é que se sentem na obrigação de aceitar (e de se habituar a) este AO, que é ilegítimo (na forma e no conteúdo), irracional e inútil – e falo como especialista em questões de «lusofonia» que estuda e escreve (e publica) sobre este assunto há cerca de 25 anos. Outras mudanças na ortografia, como a «reforma» dos republicanos de 1911 (o «pontapé de saída» para estas trapalhadas) e o «acordo» de 1945 (que o Brasil viria a rejeitar) ocorreram sob ditaduras, e foram dirigidas por meia dúzia de «iluminados» sem consulta à população; eu pensava que desde 1974 vivíamos em democracia… será que estou enganado?

Terceira, ingleses e franceses, entre outros, continuam a utilizar «ph» e não me parece que tenham sido prejudicados por isso… Além de que o AO90 assenta numa alteração radical: já não se trata de substituir (o «ph» pelo «f») ou de simplificar (deixar de haver consoantes repetidas) mas sim de cortar, eliminar, letras e acentos que são necessários, que têm funções concretas.

Quarta, «bitaites» vindos de anónimos ou de «pseudónimos» não têm para mim qualquer valor.


De Pedro a 14 de Outubro de 2011 às 12:35
Seguindo a sua linha de pensamento, e reparando que se rendeu ao Acordo Ortográfico de 1945, só posso concluir que o senhor é um pervertido (que acredita em absurdos), ignorante e cobarde. Se me permitir um insulto (continua a ganhar, por 3 a 1), acrescento "reacionário". Se não perceber, acrescente-lhe um , à moda antiga.

P.S. - Queira, por favor, indicar-me a referência de um artigo seu sobre a matéria; não quero correr o risco de lhe ter deixado uma resposta impulsiva e injusta.


De Pedro a 16 de Outubro de 2011 às 14:20
Errata: onde se lê "acrescente-lhe um " deve ler-se "acrescente-lhe um 'c'". Usei aspas simples mas foram reconhecidas como código html, não aparecendo no post final.


De Octávio dos Santos a 16 de Outubro de 2011 às 18:25
Na minha quarta nota, indicada acima, escrevi que «”bitaites” vindos de anónimos ou de “pseudónimos” não têm para mim qualquer valor.» Não é por alguém apresentar apenas um nome próprio… sem apelido e sem qualquer ligação para um blog ou outra forma de identificação digital que deixa de ser anónimo ou «pseudónimo».

Eu indiquei, como aliás faço sempre nos meus comentários, o meu primeiro e o meu último nomes. E neles insiro uma ligação que remete para a (confirmação da) minha identificação e o meu currículo. Para que não restem dúvidas sobre quem eu sou, o que faço e o que já fiz. Por isso, só reconheço legitimidade para me fazer perguntas ou «lançar desafios» - e, logo, para ter respostas da minha parte – a quem procede como eu.


De Pedro a 18 de Outubro de 2011 às 11:10
Estando nós num ambiente informal, não sei em que medida é que essa atitude pedantesca ajuda. Seja como for, eu faço-lhe a vontade: o meu nome é Pedro Tiago Martins, do Centro de Linguística da Universidade do Porto. Queira, por favor, indicar-me a referência de pelo menos um artigo ou outra publicação académica sua sobre a matéria. Suponho que, sabendo o meu nome, já o poderá fazer. Se estiver com ideias de me mostrar um texto impressionista, sem peer-review nem outros critérios de publicação, não precisa de se chatear, e podemos ficar por aqui. Caso contrário, estou recetivo.


De Octávio dos Santos a 20 de Outubro de 2011 às 12:11
Parece que anda por aqui alguém que está «recetivo»… será que queria dizer (escrever) «recePtivo»? E a quê? Aparentemente, a ler, por especial favor, um «texto impressionista, sem peer-review nem outros critérios de publicação». Não será, esta sim, uma autêntica «atitude pedantesca», típica de quem está convencido de que só coisas lançadas em brochuras universitárias – que poucos lêem – é que têm credibilidade e qualidade?

Além de que continua a não provar quem diz ser e o que anda a fazer…

… Mas, enfim, se é para falar de «linguistas», até que tenho algo para dizer deles (de alguns, não de todos)…


De Cobarde a 22 de Outubro de 2011 às 03:10
1) Queria mesmo escrever -- e dizer, caso estivesse a falar -- "recetivo".

2) Só joguei pelas suas regras do jogo. Não foi o senhor que disse que estuda, escreve e publica? Se o disse por iniciativa própria e de livre vontade, devia estar preparado para o mostrar a quem lho solicitasse depois de o fazer; não é um especial favor.

3) A minha atitude não é pedantesca; é científica. É com métodos científicos que se estuda um objeto e se publica os resultados de tal estudo, tal como o senhor diz fazer, não tendo eu ainda provas em contrário até que me confesse ser mentira ou eu sinta necessidade de o tentar confirmar por algum motivo. No entanto, apesar de não ter provas, tenho indícios, inferidos da sua abordagem agressiva e pessoal ao tema do Acordo Ortográfico, que foi o senhor a introduzir, e que me levam a crer que esta será a sua prática habitual. Reitero que, sendo este um ambiente informal, que de certa forma justificaria ou pelo menos explicaria o seu comportamento, posso estar redondamente enganado no meu juízo.

4) Uma brochura universitária não é necessariamente credível ou revestida de qualidade (sendo até provavelmente o pior exemplo de tais características no seio académico e no científico), e confesso não saber o número de leituras que registam. Se por acaso quis implicar que todas publicações académicas têm poucos leitores em relação a publicações de âmbito mais geral, concordo consigo, e parece-me até um truísmo. Se não o quis implicar, ignore esta observação.

5) Eu não lhe disse o que "ando a fazer", não tendo por isso necessidade de o provar. No entanto, disse-lhe quem era (isso, sim, por especial favor), embora não tenha inserido um link eletrónico com informações e nome da pessoa que afirmo ser, que parece ser para si um método infalível de identificação. Se quiser saber de um método de facto infalível de identificação profissional, experimente contactar alguém pelos pelos canais destinados ao efeito -- coisa que, decerto, já terá feito noutras ocasiões--, e não através do sistema de comentários do blog pessoal de outrem.

6) Suponho que muitas pessoas, incluindo eu e, por sinal, o senhor, terão algo a dizer sobre alguns linguistas (ou «linguistas», para o caso de a pontuação ter algum significado especial).


De Pedro a 22 de Outubro de 2011 às 23:39
Por me ter esquecido de preencher o campo respetivo, o último comentário, que é meu, aparece assinado por "Cobarde". (Dispensa-se a atitude previsível de aludir a justiça divina eletrónica)


De Octávio dos Santos a 26 de Outubro de 2011 às 14:19
(Já devia estar habituado, mas a verdade é que continua a surpreender-me como certas pessoas se «cansam» a defender o indefensável, e, ainda por cima, a cobrirem-se de ridículo enquanto o fazem…)

Pois, os linguistas… O problema de muitos deles (não de todos) é que tomam a língua como fim e não como meio – não só do seu trabalho mas da sua vida. E que, incapazes de deixarem obra feita a outro nível, se dedicam a (tentar) mudar, artificialmente, algo de que arrogantemente pensam ser os únicos «proprietários». O «Camarada Malaca (Casteleiro)» é disso o exemplo máximo em Portugal. E, em 2008, depois de ele dizer que o acordo ortográfico «não é uma questão linguística, é uma questão política», desapareceram quaisquer dúvidas que ainda existissem quanto à utilidade e à validade (zero em ambos os casos) de todo este processo.

A questão aqui é, de facto, a de (quem tem) autoridade, legitimidade – científica, moral, política. De que decorre, por sua vez, um «confronto» inevitável e, aparentemente, inultrapassável: por um lado, os (alguns) supostos «especialistas», elitistas, por vezes com acesso privilegiado ao poder e «credibilidade» junto dele, que se consideram como que a «vanguarda da classe (operária ou literária)» e adoptaram como missão da sua vida instruir, «iluminar» as massas populares ignorantes; por outro lado, a esmagadora maioria da população, onde se incluem tanto entendidos como leigos, e que consideram que a língua, a ortografia, é um assunto demasiado importante para ser deixado apenas nas mãos de uma (minúscula) minoria obscura. Em suma, é um confronto entre não-democratas e democratas…

… E um dos poucos, e risíveis, «argumentos» dos primeiros é o de que «mudar»… é sempre bom; mesmo que não seja necessário, mesmo que muitos (a maioria) não o queiram; que, porque se mudou antes (e há que lembrar sempre em que circunstâncias se processaram essas mudanças), nada de válido pode haver que impeça que se mude outra vez (e outra… e outra… e outra…). Os defensores do «aborto ortográfico» são como ladrões que dizem para as suas vítimas: «se já vos roubámos antes, em outras ocasiões, por que não haveremos de o fazer outra vez? Se já se habituaram a que vos tiremos coisas, porque é que refilam agora, quando já pouco vos resta?»

Se eu tivesse sido contemporâneo de Fernando Pessoa também advogaria a manutenção do «y», do «ph», das consoantes repetidas. Não está provado que «simplificações» sucessivas da ortografia tenham contribuído para o «progresso» cultural nacional… estarão ingleses (todos os anglófonos), franceses, alemães, piores do que nós? Mas o facto de viver agora, no início do século XXI, não me inibe de preservar o que tenho, o que me resta. Como alguém disse, «para melhor está bem, para pior já basta assim.»


De Pedro a 1 de Novembro de 2011 às 22:00
1) Esqueçamos o termo "linguista", já que o senhor claramente não sabe o que significa. Quanto às pessoas de quem realmente está a falar, que se julgam proprietários da língua, e que são na sua maioria tão linguistas quanto, por exemplo, a Sra. Edite Estrela (zero), concordo com muito do que diz.

2) A ortografia, ao contrário da linguagem e das línguas particulares, não é natural; foi e sempre será feita pelos homens. É um produto cultural.

3) Se acha que a sistematização da ortografia não contribui para o desenvolvimento dos povos, deve achar que é apenas uma coincidência que os povos de facto tenham evoluído imenso desde que começaram a estabelecer ortografias.

4) Todas as línguas oficiais têm ortografias institucionalizadas. Não é porque os ingleses usam "ph" (que acho esteticamente muito agradável, tenho de confessar) e nós não que deixam de ter uma ortografia na lei.

5) Eu não tenho nada contra quem se opõe a determinado acordo ortográfico. Toda a gente detesta ver alterada uma coisa que controla e muita gente sente uma ligação afetiva com a ortografia. No entanto, opôr-se ao conceito de uma ortografia institucionalizada é opôr-se a uma sociedade funcional.

6) Sendo um estudioso, evite entrar em incongruências e experimente estudar a história dos acordos ortográficos noutras línguas, países e povos, incluindo aqueles de que fala. Vai ver que esta coisa estranha de sugerir e alterar ortografias não foi um capricho maluco de que alguém se lembrou mal o sol começou a raiar a 5 de outubro de 1910 em Lisboa. Além disso, a lógica que repudia e que ilustra com isto: "«se já vos roubámos antes, em outras ocasiões, por que não haveremos de o fazer outra vez? Se já se habituaram a que vos tiremos coisas, porque é que refilam agora, quando já pouco vos resta?»" é a mesma que defende quando diz isto: "estarão ingleses (todos os anglófonos), franceses, alemães, piores do que nós?". Portanto, para si, o facto de termos tido outros acordos ortográficos em nada justifica este, mas as particularidades dos acordos ortográficos de outras línguas já passam a ser relevantes para como a nossa ortografia devia ser. Interessante.


De Octávio dos Santos a 9 de Novembro de 2011 às 13:43
Quando não há argumentos e factos concretos que possam sustentar delírios, há quem recorra à demagogia, à desonestidade intelectual, à (tentativa de) distracção… inventando coisas que outros não disseram e/ou acontecimentos que não se deram.

Quem é que é contra o «conceito de uma ortografia institucionalizada»? Não eu, de certeza. Porém, não aceito, tal como muitos outros, toda e qualquer (esquisita, ridícula) proposta de «ortografia institucionalizada», e da qual há que ter sempre em consideração quem a propõe, como e porquê.

E de que «acordos ortográficos noutras línguas, países e povos» se está a falar? Em nenhuns outros, desde o século XX e em sociedades que se apresentam como democráticas, existiram «reformas» e «acordos» como os que foram – ou estão a ser – tentados no espaço de língua portuguesa, isto é, sempre com características ditatoriais.


De Pedro a 10 de Novembro de 2011 às 01:18
Não me sinto afetado pelas acusações que enuncia. A minha consciência [intelectual] está limpa. Qualquer resposta que eu pudesse aqui escrever incluiria na sua maioria coisas que já disse em comentários anteriores, já que, para mim, e até haver evidências que me mostrem o contrário, os aspetos que comentei estariam resolvidos. Estamos manifestamente em paradigmas diferentes de argumentação. É como propor diálogo entre ateus e criacionistas: em última instância não é possível. Assim, retiro-me respeitosamente desta conversa por não ter nada a acrescentar. Tudo o que queria dizer (e que mantenho), desde o primeiro comentário ao último - que seria redundante repetir -, está dito.


De Octávio dos Santos a 16 de Novembro de 2011 às 12:15
(Há gente que pensa que os outros não têm mais que fazer e em que pensar, que não têm outros sítios – electrónicos e até reais – aonde ir. Enfim…)

Pergunta: deve-se levar a sério alguém que utiliza, não por «obrigação» mas sim por «convicção», «palavras» como «afetado», «afetiva», «aspetos», «eletrónica» e «respetivo»?

Resposta: não.

E a comparação entre ateus e criacionistas é interessante… mas inadequada. É que à partida, e em condições normais, nenhuns daqueles estão em condições de impedir as crenças e as acções dos outros. O que não é o caso dos militantes do «aborto ortográfico», que, de facto, estão a dificultar e a impedir cada vez mais a utilização da ortografia portuguesa correcta – sendo a eliminação total desta o seu derradeiro objectivo.

http://ilcao.cedilha.net


De Pedro a 22 de Novembro de 2011 às 14:14
Ainda dei aqui mais um salto.

A comparação é inadequada porque o senhor a fez inadequada ao usar pontos de contacto que eu não usei. Só mencionei a impossibilidade de diálogo entre os dois lados. Seja como for, o senhor foi o primeiro a tentar "impedir as crenças e as acções dos outros" e a ser intolerante. Basta voltarmos aos primeiros comentários, em que atacou a autora do post como se andasse à caça de quem usa o novo AO. Umas espécie de empregado da EMEL, mas mais emocional. Partiu para o insulto gratuito, ridicularizou a autora do post e todos os utilizadores do AO em geral, e vem agora falar de "levar-se [pessoas] a sério". Use a ortografia que quiser; eu não sou pai de ninguém. Eu uso a que acho correto usar, o senhor usa a que acha correto usar, e seguiremos as nossas vidas normalmente, até que algo - esteja na lei ou não - nos faça mudar ou decidir continuar a proceder da mesma forma.


De Marta Elias a 22 de Novembro de 2011 às 16:51
Pedro, obrigada. Não me vou alargar na prosa, mas subscrevo integralmente o que disse. As línguas, como as pessoas e os animais, se não se adaptam, morrem.
Acrescento ainda que, para infelicidade de todos nós, é esta resistência à mudança que nos atrasa a todos.


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