Domingo, 25 de Novembro de 2012
por Alexandre Guerra

 

Para muitos era a oportunidade de recordar em palco uma das bandas mais importantes na cena musical rock (e não só) dos últimos quarenta anos. Para outros, abria-se a possibilidade de ver pela primeira vez um mítico grupo que quase tudo o que criou foi de excelência e inovador (poucas bandas ou músicos alcançaram esse patamar desde o final da década de 60, destacando-se nomes como Jimi Hendrix, Pink Floyd, mas poucos mais. Nem mesmo os Rolling Stones lá chegaram).

Não é por isso de estranhar que o concerto de reunião dos Led Zeppelin de 10 de Dezembro de 2007, na O2 Arena, tenha batidos recordes na velocidade (e preços) a que foram vendidos os bilhetes. Era um momento histórico e um autêntico "Celebration Day" numa altura em que a indústria musical padece de falta de criatividade, estética e técnica. 

De tal forma que as editoras não se têm poupado a "reviver" gigantes da música de outros tempos. E assim, (felizmente) foi lançado há dias no mercado (incluindo Portugal) os CD's e os DVD's daquele concerto, que este arregimentado já tem (uma muito oferta generosa) e ouviu (foi também lançado um filme em Outubro em várias salas de cinema por todo o mundo, mas Portugal não foi incluído).

Uma das ironias quando se ouve "Celebration Day" é podermos ser confrontados com a rebeldia, a criatividade e a qualidade genuínas que não encontram paralelo nos tempos actuais, marcados pela superficialidade criativa e, sobretudo, pela ausência de estatura musical dos seus "artistas".  

É, por isso, uma autêntica "celebração" ouvir o registo de um concerto dos Led Zeppelin, realizado quase 20 anos depois de terem acabado, mas mesmo assim, com a sua virtuosidade, aliada à espontaneidade, ainda conseguem romper com o "status quo" e agitar as águas, obnubilando tudo o resto à sua volta. 

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