Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2012
por Diogo Agostinho

Ora, estranhei quando o comentador residente Marcelo Rebelo de Sousa desvalorizou a apresentação de um livro sobre...si mesmo. Na exótica ideia de uma Biografia consentida, o nosso Professor disse que não tinha muito interesse em ler um trabalho de 4 anos que passa a pente fino a sua vida.

 

Intrigado, meti-me a caminho e fui até à FDL dar uma espreitadela no lançamento do referido livro. E sabem quem não estava lá? Pois. Marcelo Rebelo de Sousa. Certamente ocupado, o Professor depois de 4 anos de trabalho sobre a sua vida não estava no dia do lançamento da Biografia do Jornalista Vitor Matos.

 

A apresentação foi também ela sui generis. Se de um lado estava a colega e amiga de sempre Leonor Beleza, com palavras de companheirismo e elogios naturais ao pequeno Marcelo Nuno. Do outro, no seu estilo acutilante, Vicente Jorge Silva escreveu uma carta aberta ao Professor. De génio e criativo, a eterna criança. De espírito endiabrado, a traquinas, de maquiavélico a viciado em política, Vicente Jorge Silva resumiu o homem preso no labirinto de criança.

 

Para gáudio e espanto da plateia, uma sala até bem composta, os jornalistas acotovelaram-se para umas declarações de Manuela Ferreira Leite ou Paula Teixeira da Cruz. Esta cerimónia foi um momento que define bem o estado de espírito que Vicente Jorge Silva descreveu com mestria. Uma encruzilhada no tempo. Também Cavaco Silva escreveu as suas memórias a algum tempo de distância de se assumir candidato ao mais alto cargo da nação. No entanto, o espírito de coragem e vontade parece ter ficado naquele belo mergulho no Tejo. Sem direito a beberete ou vichyssoise, pois os tempos não estão para mordomias, lá trouxe o livro debaixo do braço. 


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4 comentários:
De Tiro ao Alvo a 3 de Dezembro de 2012 às 19:08
Fico a aguardar a sua opinião sobre a "obra".


De João Seabra a 3 de Dezembro de 2012 às 20:24
De chorar a rir. Na mouchões caro Diogo. Marcelo é cobarde politicamente. Génio demais.


De Carla Dionisio a 3 de Dezembro de 2012 às 20:28
Vou ler, mas Marcelo é coscuvilheiro e a sua natureza leva a estar em constante intriga. Belém? O que seria da vida dos portugueses. Telenovela diária.


De Pedro Correia a 3 de Dezembro de 2012 às 22:29
Também lá estive, Diogo. E também trouxe o livrinho (aliás, livrão). Para ler muito em breve.


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