Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2012
por Maurício Barra

Ontem a Quadratura do Círculo ofereceu-nos mais uma situação confrangedora. J Pacheco Pereira, num arremedo de polícia ideológico, arremeteu novamente contra Isabel Jonet. A questão desta vez era, supostamente, a senhora preferir a caridade à solidariedade.

Preferindo o enviesamento de uma primeira página de um jornal que se colocou ao serviço da formatação ideológica das notícias, JPP não cuidou de ler a entrevista, como avisadamente alertou Lobo Xavier, invectivando e distorcendo as declarações da senhora.

Não lhe ocorreu que, se há caridade, é porque a sua função supletiva com origem na sociedade civil está exponenciada devido ao falhanço da solidariedade do Estado devido à bancarrota que o governo de Sócrates nos legou e que, além do mais, vivemos em democracia, e a senhora tem todo o direito de ter a sua opinião. E de ser respeitada por isso.

O problema dos polícias ideológicos é que nada escape ao seu “controlo” social : dão sempre justificações para que o “triunfo dos porcos” esteja acima do quotidiano humano de uma sociedade livre e solidária.


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3 comentários:
De Ajom Moguro a 14 de Dezembro de 2012 às 09:37
"Uma certa esquerda usa os pobres que não ajuda para criticar conceitos que não domina visando uma igreja a que não pertence". - Acho que são palavras de Isabel Jonet , cortantes como punhais. Os "democratas" da quadratura atiraram-se a Lobo Xavier como cães famintos, quase não o deixando falar. É assim que os cavaleiros quixotescos de tristes figuras reagem quando se sentem desmontados.


De Pedro a 14 de Dezembro de 2012 às 10:07
Mauricio, a Isabel Jonet diz claramente que a caridade é preferivel á solidariedade social. parece que um é o amor e o outro é frio. Acontece que isto é mentira. Não é questão de a caridade ser ou não necessária em certos momentos, como agora. Eu próprio posso de ter de ir pedir, assim como o Maurício pode ter de ir para uma bicha para lhe darem leite para os seus filhos, se os tiver. Trata-se simplesmente, do facto de ninguém achar, como ela, que a caridade á solidariedade social, isto é, pensões, abonos, etc. A senhora tem todo o direito à sua opinião, mas dar opiniões também implica que saiba ouvir criticas ao que diz. Não a tratemos com ese paternalismo todo. O trabalho dela é excelente, essas ideias que proferiu, não. Há que distinguir.


De want3d a 14 de Dezembro de 2012 às 12:07
Vi o programa ontem e gostei da argumentação do Lobo Xavier e também partilho da mesma opinião.Pacheco Pereira à muito que é tendencioso nas analises e tal como o Logo Xavier disse, é como ler um livro, cada um faz a sua interpretação do que lê (ou não lê), mas opta sempre pela interpretação que melhor se acomoda à sua intenção.Tbm foi giro ver o António Costa numa espécie de dilema, entre partilhar do habitual ataque do Pacheco Pereira e a gestão "politica" da situação.


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