Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2012
por João Villalobos

 

 

É preciso ler esta entrevista, na íntegra já agora, para perceber aquilo que pensa - mas mais do que isso aquilo que faz - Carlos Oliveira. É inevitável que o comum dos portugueses não saiba quem é. É inevitável também que opinion makers sarcasmem com o facto de ele ser jovem. Tontos são.

Carlos Oliveira diz: "Esta batalha sem tréguas à burocracia é fundamental para assegurar que temos um Estado que não dificulta a vida aos empreendedores". Algo que só quem nunca quis ou precisou de investir em Portugal desconhece. E diz mais: "Sabemos que o país (está) nos limites nas iniciativas fiscais, dado o momento em que se encontra e o programa subscrito pela maioria parlamentar". Abstenho-me aqui de colocar a bandarilha.

E acrescenta, em resposta à pergunta: Porque demorou tanto tempo a reorganizar o capital de risco público e a criar a Portugal Ventures?
"Estou muito satisfeito com o tempo que demorámos. Foi pouco, sabendo que outros no passado pensaram fazê-lo e não conseguiram. Em menos de 12 meses, pensámos, executámos e, à data de hoje, só num dos programas (específico para novos empreendedores) recebemos 184 projectos, de 360 promotores, com um total de investimento previsto de 140 milhões de euros". Grande verdade de quem já tem uma marca para deixar onde outros não a conseguiram.

Ele é novo mas fez. Outros, mais antigos, ou mais velhos, ou mais comprometidos, não fizeram. Deixo o aviso: Quem não o levar a sério, comete um erro.  Quem minorizar o seu discurso não quer que o país avance. O resto é conversa e fogos postos.


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