Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2012
por Carlos Faria

Embora não esteja de acordo com tudo o que Passos Coelho e o seu Governo têm dito ou feito nos últimos tempos, pelo menos tenho de reconhecer o mérito de o atual Primeiro-ministro agir não com um espírito populista, mas sim de acordo com um projeto que considera ser o melhor para Portugal.

Este comportamento de Passos Coelho consegue unir por vezes campos opostos, quando uns estão interessados em obter dividendos políticos face a medidas impopulares do Governo e outros em defender regalias pessoais, de classe, de grupo ou mesmo de partido.

As palavras de Passos Coelho sobre as reformas mais elevadas tiveram o mérito de mostrar algumas pessoas de esquerda, várias a favor do rompimento dos compromissos com a troika e os credores que consideram injusto, agora a pôr em primeiro plano o respeito pela palavra dada, os compromissos assumidos e até a defender os direitos de alguns privilegiados num sistema de reformas que permitia reformas douradas dentro de pessoas que trabalharam nalgumas instituições públicas, no que antes mereciam oportunisticamente crítica.

Nem sempre é possível manter a coerência de discurso quando o oportunismo políticos impera em cada momento e se existem incoerências ao longo do tempo nas palavras de Passos Coelho, não existem menos do lado de alguns opositores e esta, infelizmente, nem sempre surge por razões de Estado ou de altruísmo ou defesa dos mais fracos.


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9 comentários:
De Ajom Moguro a 17 de Dezembro de 2012 às 20:56
Se é necessário cortar, avancem para o balneário dos que acumulam pensões principescas, muitas delas por poucos anos ou mesmo alguns meses de actividade. Venham os números do que esses lambões arrebanham mensalmente e depois falem connosco. Contabilizem esse escândalo com a agravante de tais figurões continuarem em actividade pública ou privada arrebanhando também por aí muitos milhões. O que não podem é continuar a sugar ainda mais as magrezas dos que jogam de pé descalço para a engorda de velhos bácoros mamões insaciáveis. Cá o rapaz, a quem já cortaram em 2 ou 3 subsídios de uma reforma abaixo de 999 euros, quer saber por exemplo quanto é que o Estado gasta mensalmente com Soares, desde as fundações de cada um dos elementos do casal, outras remunerações por cargos de fachada, segurança e policiamento, gabinetes de apoio, automóveis e outras que possamos desconhecer. Vamos a contas, cambada! Problema mesmo é se consideram reformas altas as magras que se situam na casa dos 900 e picos sendo a única por aposentado.


De Carlos Faria a 17 de Dezembro de 2012 às 22:16
Concordo plenamente que é uma injustiça e um problema o facto de considerarem reformas altas montantes próximos do rendimento médio nacional, agora essas coisas douradas são uma afronta.


De AMD a 18 de Dezembro de 2012 às 00:22
Seria óptimo ouvir o nosso primeiro chamar os bois pelos nomes, poderia até começar pela segunda figura do Estado, Assunção Esteves, reformada com 42 anos e cerca de 9 anos de descontos. Só pode estar a gozar com o pagode, quando nos vem dizer que o comum dos reformados que efectuaram os seus descontos na íntegra estão a ganhar mais do que deviam, isso sim é populismo em frente a uma câmara de tv.


De Carlos Faria a 18 de Dezembro de 2012 às 10:21
A justiça não deve ser personalizada neste ou naquele cidadão, até por que correríamos o risco de apontar o dedo a alguns casos menos escandalosos do que outros bem maiores só por politicamente dar jeito atacar uma dada pessoa que ocupa um cargo de notoriedade.


De José a 18 de Dezembro de 2012 às 10:33
O Dr. Soares desde que se começou a mexer no valor das reformas não pára de espernear. Que mal que lhe fica. E os oito anos de actividade que dão direito à reforma dos sr.s deputados da AR? Escandaloso. Não sei se a lei já mudou, mas é minha convicção.


De Carlos Faria a 18 de Dezembro de 2012 às 11:36
Não é o único que esperneia deselegantemente na defesa da sua reforma pessoal.
Penso que ao nível dos deputados as coisas mudaram há já uns anos atrás.


De jfd a 18 de Dezembro de 2012 às 08:50


De Carlos Faria a 18 de Dezembro de 2012 às 10:23
Pois, são mesmo muitos com capacidade de fazer barulho nos OCS, mas correspondem uma escassa minoria da população e vivem à sombra de quem trabalha presentemente para lhe manter esse estado de luxo.


De jfd a 18 de Dezembro de 2012 às 10:25
Uma minoria, de facto!


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