"A guerra de 2012 passou. Quem se opõe ao governo sabe que não há outro caminho, que Portugal só tem pela frente um desafio (regressar aos mercados para garantir crédito), que o Estado social deve servir os pobres e não os ricos, que o país tem de produzir e exportar mais sapatos, mais vinhos, mais celulose, mais madeira e cortiça. De fora ficam os reaccionários que pensam que Portugal poderá regressar a 1980, a 1990 e a 2000 - o tal dos "projectos", da subsidiação a fundo perdido, do emprego nas autarquias, do "rendimento mínimo garantido" - e que aqui estávamos, solarengos neste canto da Europa meridional, de mão estendida aguardando os fundos europeus e que a Alemanha - grande leiteira que a todos alimentava - estaria disposta a eternizar um estado de coisas no mínimo aviltante para que recebe."
Um excelente texto, a ler no Combustões.