Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013
por Maurício Barra

2013 é o tempo. É o tempo tanto para o Governo como para a oposição.

É o tempo para o Governo porque é precisamente este ano que começarão a surgir os primeiros efeitos positivos do acordo de ajustamento que os nossos credores nos impuseram para não cairmos na bancarrota. O equilíbrio na balança externa, a descida dos juros, o regresso aos mercados. E o início da  reestruturação do sector público, a qual, para surpresa de um país afastado da realidade pela imprensa que temos, manterá o que é essencial do “estado social”.

Mas 2013 também é o tempo da oposição. Ou melhor, das oposições.

É o tempo de angústia para a oposição não democrática que vê esboroar-se entre os dedos o apocalipse que preconizam todos os dias. A sua política “ Rapa Nui ” de destruir todos os recursos em nome de princípios ideológicos é rejeitada, em todas as sondagens, pelos portugueses, mesmo quando bate no fundo a esperança de dias melhores. A sua política niilista, de oferecer anarquia em nome do caos, nem na Grécia subsiste, onde os gregos já deixaram de ser “ os gregos irmãos do Louçã “.

O tempo da oposição democrática é, em 2013, o tempo dos velhacos. Escondendo a mão que nos levou à bancarrota, embarcam em todas as campanhas para “rever a democracia “. Primeiro era o governo que se iria desfazer, depois era o governo de iniciativa presidencial, agora é a (i)legitimidade de um governo eleito governar. Depois vai ser a inconstitucionalidade de alguma medida do orçamento, mesmo que a montanha vá parir um rato, seguir-se-á o pavor da restruturação do “ estado social” ( que lhes garantiu a ocupação do Estado por parte de uma nomenklatura durante uma geração ), por fim vão ser os resultados das autárquicas. Fugindo da realidade, numa luta contra o tempo, o mesmo tempo que pode trazer ao Governo os primeiros bons resultados resultado da austeridade que vivemos.

Resta-nos o modo.

O modo é totalmente da responsabilidade do Governo.

Os problemas de comunicação, que se começa a descobrir que em parte são problemas de formação, têm irritado a sua base eleitoral e, sobretudo, os portugueses que pensam pela sua própria cabeça e que sabem, com diversas matizes de pragmatismo, que o caminho para sair desta situação é em coordenação com as instituições europeias e com os nossos credores internacionais que nos têm estado a financiar desde o acordo negociado por Sócrates e agora rejeitado pelos socialistas. Estes portugueses, um bloco de aproximadamente 20% de indecisos, que foram a base eleitoral alargada à vitória de Passos Coelho, não concordam com este PS irresponsável. Mas estão fartos da inabilidade política, da arrogância imatura de quem tem a obrigação de gerir com rigor político as matérias essenciais deste tempo perigoso que vivemos.

O tempo? É favorável aos objectivos do Governo.

O modo?  Pode destruir o favor do tempo.


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