Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013
por José Meireles Graça

No meu 6º ano de Liceu (hoje 10º, se não me engano) tirei notas más no primeiro, e horríveis no segundo, período. Tinha com meu Pai uma relação que caridosamente posso descrever como de alguma acrimónia. E este intimou-me, por escrito, a justificar, até às tantas horas do dia xis, o desastre dos resultados.

 

Respondi, também por escrito, em termos que não recordo senão vagamente. Mas no meio do desfiar capcioso das minhas razões adiantei, a respeito da disciplina de História, que precisava, para passar, apenas de um 12; e que, se estudasse para 10, a professora "não hesitaria" em dar-me o 12.

 

Num papel que guardo religiosamente, meu Pai informou-me, no seu cursivo de grossos e finos, que um aluno que, precisando de um 12, estuda para 10, merecia bem um chumbo; e que "só por uma unha negra me não convenceste que, para garantir a passagem do sétimo ano, deverias desde já chumbar a todas as cadeiras do sexto".

 

Pecados velhos. E vêm a propósito de quê? Ora, disto.


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1 comentário:
De Tiro ao Alvo a 22 de Janeiro de 2013 às 21:52
A propósito do "isto" coloquei o seguinte na caixa de comentário do autor:
"Não vejo assim muito clara a vitória da escola pública contra a privada; vejo, isso sim, uma crítica evidente ao mau sistema de acesso às universidades que ninguém parece querer mudar, tanto os da esquerda, como os da direita. Para mim, é aí está que está o nó górdio do problema".
Só para seu conhecimento.


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