Sábado, 26 de Janeiro de 2013
por Carlos Faria

No momento em que se previa que José Seguro apostava nas autárquicas que lhe pareciam favoráveis e seriam a sua salvação para potencialmente caminhar para Primeiro-ministro de Portugal, eis que muitos membros da máquina do seu partido logo lhe espetam facas nas costas, iniciando uma revolta interna, pedem eleições e lança-se um estratega como homem de confiança: António Costa, e este surge como que a liderar a traição.

A verdade é que esta revolta no PS surge de um núcleo que se comporta como traidores que esfaqueiam o seu líder inseguro quando pressentem que um desafio eleitoral lhe poderia dar segurança… e provavelmente são estes traidores, oportunistas que lhe querem roubar a liderança que amanhã assumirão o papel de alternativa salvadora de Portugal.

Contudo, como é que um grupo que ascende ao poder dum partido através de traições públicas aos seus camaradas e sem nenhuma estratégia política que os distinga, exceto faro oportunista, pode ser para o Povo um exemplo de pessoas de confiança?


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8 comentários:
De Floriano Mongo a 26 de Janeiro de 2013 às 14:41
Sócrates tirou férias para recuperar as energias consumidas durante seis anos na fabricação da bancarrota. Nada que o luxo francês não possa ajudar.

Sem ânimo para falar ao país sobre o feito que protagonizou, sobram-lhe disposição e tempo para dar conselhos a quem sonha ser Sócrates quando crescer ou dar ordens aos que de vez em quando fingem não saber quem manda no partido e quem obedece.

E não será seguramente, Seguro, disse Pedro Silva Pereira, o clone que ficou por cá, porta-voz dos desejos, vontades do maior governante desde as caravelas.

Sócrates já notou que Seguro aprendeu a errar sozinho. Mas continua a fazer o que pode para o ajudar a aumentar o acervo. Se a resistência democrática não obstruir o caminho aos amigos da bancarrota, Portugal pode produzir mais uma prova de que, por aqui, o que está muito mal sempre pode ficar ainda pior. O que pode ser pior do que Seguro depois de Sócrates? Um Sócrates depois de Seguro?


De Carlos Faria a 26 de Janeiro de 2013 às 16:21
Efetivamente um Sócrates depois de Seguro é uma perspetiva aterradora


De Naçao Valente a 26 de Janeiro de 2013 às 23:23
Quando foi apresentado o PEC IV uma solução encontrada a nível europeu para Portugal continuar nos mercados o homem que hoje governa boicotou-a, "com faro oportunista" usando mentiras e traições, (ver o livro Resgatados) e obrigando o país a aceitar uma "ajuda" muito mais gravosa. Congratulam-se agora com um regresso aos mercados numa situação (que têm vindo a agravar) bem pior. Sobre traições e facadas, estamos conversados. Quem tem telhados de vidro atira pedras? O Povo diz e dirá quem lhe traíu a confiança.


De Carlos Faria a 27 de Janeiro de 2013 às 16:15
quando surgiram as propostas do PEC IV, já os valores roçavam o montante psicológico dos 7%, eram maiores que os cobrados esta semana e ainda se pensava em aeroportos, TGV e renegociavam as ppp em prejuizo de Portugal.... sinal claro de que nunca souberam enfrentar as dificuldades que o País tinha pela frente.


De murphy a 29 de Janeiro de 2013 às 22:20
"Quando foi apresentado o PEC IV uma solução encontrada a nível europeu para Portugal continuar nos mercados o homem que hoje governa boicotou-a,"
desculpe, mas isto é um mito, uma fantasia, repare: com a Grécia e a Irlanda, já naquele momento, sob resgate financeiro das instituições europeias e do FMI, as instituições europeias iriam dar um tratamento privilegiado a Portugal?!
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/01/o-fardo-do-juros-o-chico-espertismo-e-o.html


De Ajom Moguro a 27 de Janeiro de 2013 às 09:19
Se as pedras forem decisivas para que não caminhe até 1º ministro, chovam pedregulhos venham lá de onde vierem. Poderá ser a nossa salvação.


De mmpf a 31 de Janeiro de 2013 às 15:18
Troque José Seguro por Ferreira Leite e António Costa por Passos Coelho e diga lá se já não vimos esse filme?


De Carlos Faria a 9 de Fevereiro de 2013 às 15:14
O guião não foi igual, foi Manuela quem mais boicotou com o seu poder de líder a intervenção de Passos no partido, não ao contrário.


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