Domingo, 3 de Fevereiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

 

 

O presidente do BPI, Fernando Ulrich até pode estar a ser mal interpretado. Pode.

 

O presidente do BPI não pode, pelo cargo de enorme responsabilidade que ocupa, dar-se ao luxo de comunicar mal. Pior, não aprendeu com o primeiro erro de comunicação e teima em repetir. Eu posso fazer um esforço e procurar compreender o que Ulrich pretendeu dizer. Até posso. O que não posso é deixar de censurar estes constantes erros de comunicação do presidente do BPI. O problema de Ulrich é ainda não ter compreendido que cada vez que abre a boca, é o banco a que preside que fica na fotografia.

 

O Banco BPI deve ter, de certeza, contrato com uma empresa de comunicação. Como estou no ramo e sei como estas coisas são, acredito que a empresa seja alheia a estes disparates. O mais certo é terem aconselhado o presidente do BPI a evitar este tipo de situações. As empresas de comunicação não servem apenas para enviar "notas informativas" e convocar/avisar os OCS para estas conferências de imprensa. O problema é outro. A maioria das pessoas está convencida que sabe comunicar, que sabe lidar com os jornalistas e, pior, que sabe expressar correctamente as suas opiniões e ideias. Não sabe. É para isso, entre outras coisas, que servem as empresas de comunicação. Não dar uso aos serviços que se contrata é deitar dinheiro fora.

 

No dia em que o BPI apresentou excelentes resultados, o seu presidente resolveu explicar o tiro anteriormente dado. Foi pior a emenda. Por manifesta falta, quero crer, de capacidade para o domínio da língua portuguesa e da comunicação. Certamente, o presidente do BPI é entendido em gestão bancária. Em comunicação, como mais uma vez se viu, é um desastre. É caso para perguntar: não existe um porta-voz mais adequado no banco?

 

Não falta muito e quem não aguenta é a imagem institucional do BPI.


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2 comentários:
De Ajom Moguro a 3 de Fevereiro de 2013 às 21:51
Tradução do contra: O Senhor banqueiro, de forma cortante mas assertiva, sem bocas na lâmina como as que por aí abundam, limitou-se a significar que se não houver juízo as coisas vão piorar antes de melhorar. O facto de lembrar os sem abrigo, até pode constituir um acto solidário ao alertar para o risco da sua multiplicação. Se eu tivesse qualquer coisinha para depositar ia já ao BPI .


De a.l.sameiro a 5 de Fevereiro de 2013 às 16:19
não faria grande negócio.lembro os artigos há anos escritos no semanário em que ulricht desancava o estado,coisa que continua a fazer.mas para se livrar de chatices que ele próprio fabricou já sabe bem o estado lhe valer.


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