Com a curva de Laffer a continuar a fazer estragos nas receitas projectadas, com o arrefecimento económico europeu a condicionar a nossa grande bandeira de recuperação ( as exportações como modelo de desenvolvimento do país ), o acesso aos mercados dependendo tanto por nós como do Grillo italiano, com o défice estrutural bem defendido pelos lobbys que sempre viveram à custa do Estado e pelos que na política fizeram dele a sua poltrona, com um sistema financeiro que se considera acima da economia e do desemprego, sem alternativas consistentes que se comprazem todos os dias a escarafunchar a angustia que os portugueses estão a viver, começamos a sentir que estamos a viver numa Twillight Zone que nos corrói a esperança
O Governo, com 36% de resistentes e uma grande percentagem de indecisos que ainda não lhes viraram as costas definitivamente, olha para a oposição e vê as mesmas propostas de caos permanente do costume ( PC e BE ) e um PS que evita por todos os meios diminuir o deficit estrutural do modelo social socialista sem crescimento económico que nos levou à bancarrota e à dívida descomunal do Estado que todos estamos agora a pagar. E nos trouxe a esta nova fronda de pôr em causa a democracia representativa, porque uma economia na qual o Estado e os seus funcionários controlam politicamente um país é uma nação cujos cidadãos são carne para o canhão para sustentar o poder e a ideologia de alguns ("A democracia representativa será insustentável caso uma grande parte do eleitorado esteja na folha de pagamentos do governo". "Bureaucracy", Ludwig von Mises. )
Andamos a brincar ao “ mais tempo, mais dinheiro, menos austeridade, mais crescimento “, com a falta de maturidade que queremos para o que devemos. Ninguém tem a sensibilidade para perceber que o mais importante são as pessoas, os portugueses, que começam a estar fartos de pagar os erros de quem não os respeita numa constituição formatada para continuarmos a ser a “piolheira”.
Daqui a dois anos vencerá quem proponha libertar os portugueses desta asfixia económica e lhes apresente um caminho que não seja o regresso ao passado. Já não temos paciência para aqueles que querem manter tudo igual, nem para quem, com cara de mau, nos venha anunciar que temos de continuar a ser castigados.