Segunda-feira, 18 de Março de 2013
por Diogo Agostinho

 

Existem por aí uns papagaios que falam muito. São normalmente senhores muito credíveis. Com carreiras de enorme reputação. Marcam a agenda mediática e agora até se sentam nos dois principais canais de comunicação. Marcelo e Mendes. Duas figuras de “proa” da política em Portugal.

 

Ora o que têm os senhores em comum? Militantes do PSD, ex-líderes do Partido e com uma enorme devoção...a eles próprios.

 

É extraordinário como para se ser interessante em TV seja preciso espalhar fel desta maneira. De facto, estes papagaios são interessantes apenas por baterem nos seus não é?

 

Que valentes nos saíram os senhores. Será valentia ou cobardia? Ou melhor, será valentia ou dor de cotovelo? Lembrei-me que estes dois senhores também têm em comum uma coisa muito interessante: falhanço enquanto líderes políticos! Podem ser muito bons à noitinha, no um para um com um jornalista bem treinado, mas liderarem algo, ganharem a confiança das pessoas, isso fica para outras núpcias.

 

Importa é ganhar dinheiro a falar mal. Sobretudo dos próximos e supostos companheiros de Partido. 

 

Eu acredito e respeito muito a liberdade de cada um. Aliás, todos são livres para estarem num Partido ou não. Todos são livres nos Partidos para falarem nos momentos certos. Para se assumirem como alternativas quando há eleições, plenários, congressos ou reuniões. Não acredito em carneirinhos, percebo que podemos divergir de certas medidas ou situações. Percebo isso tudo se bem explicado e com respeito.

 

Agora, tenho muito pouco respeito por quem ganha a vida sempre, mas sempre a falar mal. Sempre mas sempre com esta aura de independência. É bom que tenham noção que a suposta força dos senhores não vem apenas do génio e brilhantismo dos mesmos. Vem e muito de terem sido alguém com responsabilidades num Partido e da delícia que é para o ser humano assistir a novelas baratas, sobretudo se meter tricas e alfinetadas.

 

É lamentável estas reservas morais do País. 

 


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7 comentários:
De ogrilofalante a 18 de Março de 2013 às 15:06
Declaração de interesses. Nem gosto de um nem de outro embora escute com regularidade os seus comentários para formular a minha opinião.
Coloco aqui ao postador duas questões: por acaso são mentiras aquilo que eles dizem?
Quando o Sócrates estava no governo eles apoiavam as políticas do governo dele ou andavam com ele ao colo?


De Diogo Agostinho a 19 de Março de 2013 às 13:19
Caro Grilo,

Muito obrigado pelas perguntas. São bem feitas e com uma boa dose de picante.

Não comentei as opiniões dos senhores. Aliás, todos são livres de opinarem. O que se nota é uma alteração da critica em tempos de atacar os companheiros ou quando falavam de Sócrates.

Ainda bem que fala de Sócrates, é notório que no Partido Socialista a linha é trasnversal e as criticas muito ao lado. Alguma vez ouviu o feroz Seguro atacar Sócrates? Tá quieto. Faz de morto e espera.

Não se trata de uma boa postura. Penso que há alturas próprias e também penso que a liberdade deve andar de braço dado com respeito. Sobretudo quando se está num Partido, se foi líder do mesmo e se "deve" a exposição mediática ao... Partido... coisas!

E sim, muitos andaram ao colo com Sócrates. Ler sem qualquer conotação por favor.


De André a 18 de Março de 2013 às 16:57
Tem toda a razão naquilo que diz.

No entanto, nada rebate das afirmações de Marcelo. O seu post ataca a pessoa, não o argumento. Disso se deduz que lhe atribui razão.


De Diogo Agostinho a 19 de Março de 2013 às 13:20
Caro André,

Obrigado. Ataca a forma sistemática como o senhor em questão comenta.


De João Baganha a 18 de Março de 2013 às 19:49
Tem toda a razão no que escreve. Ataca e bem o estilo destes patetas alegres. E pensam eles que irão a algum lado. Sempre foram uns falhados!


De gastão a 18 de Março de 2013 às 23:05
de facto o respeitinho é muito bonito. Já agora o sr. trabalha no gabinete do Relvas? Se não trabalha, não desespere, há-de se encontrar alguma coisa para si, merece ir ao pote.


De Diogo Agostinho a 19 de Março de 2013 às 13:21
Caro Gastão,

Tiro ao lado! Bem ao lado. Não faço e fique descansado não recebo chamadas para mandar as minhas postas de pescada, elas saem quando quero e sobre o que quero!

Liberdades entende?


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