O contexto da coisa . . . .
Faço notar que a dificuldade de encerrar a sétima avaliação foi devido à negociação política que a “praeter et supra” o nosso Governo acordou em Bruxelas e no Ecofin. Os “troikas de trazer por casa” tiveram de engolir a decisão política, mas, e há sempre um mas, só libertam o cheque lá mais pr’á frente. Depois de saberem o que vai decidir o Tribunal Constitucional.
. . . tanto mais porque a Alemanha suspendeu projectar políticas de crescimento quando anunciou que, primeiro, ela própria, vai pôr o seu deficit a zero.
. . . pelo que, antes das eleições alemãs, só há “ até às eleições alemãs “.
. . . o que confirma que, até às ditas eleições, só vamos ter uma Europa a 50% : por enquanto só há pau, depois começa-se a discutir a cor da cenoura.
. . . e a coisa sem contexto
Aproveitando o vazio de indecisão, os néscios começam a exibir-se nesta silly season que este ano foi antecipada : toda a Europa tomou conhecimento da mais estúpida medida financeira que alguma vez tivemos conhecimento : “multar”, ou, mais apropriadamente, “assaltar” os depósitos bancários dos coitados dos cipriotas, numa versão bruxelense do “corralito” argentino.