Terça-feira, 2 de Abril de 2013
por Fernando Moreira de Sá

 

A Região Norte é a mais pobre de Portugal e uma das mais pobres da Europa. O seu PIB "per capita" situa-se nos 80% da média nacional e nos 60% da média europeia. Sendo, reparem, a mais especializada na produção de bens e serviços transacionáveis e a de maior orientação exportadora a nível nacional. Algo verdadeiramente espantoso.

 

Além disso, para piorar o cenário e contrariar algumas ideias erradas, é a região mais penalizada pela aplicação dos fundos estruturais. Agora reparem: a Região Norte apresenta persistentes excedentes da sua balança de bens e serviços (e esses excedentes são os maiores, em termos absolutos: 5 milhões de euros em 2012). Factos.

 

Por fim, a Região Norte continua a aguardar que o governo nomeie um presidente para a CCDRN (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte). É verdade. O anterior presidente faleceu a 14 de fevereiro.

 

Factos. Apenas factos...


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5 comentários:
De fado alexandrino a 2 de Abril de 2013 às 23:24
Não se preocupem com a CCDRN, são apenas mais uns burocratas.
Organizem-se para terem um comboio rápido até Vigo que é uma peça fundamental para essa região.


De Fernando Moreira de Sá a 3 de Abril de 2013 às 00:04
Pois, podem até ser uns burocratas mas são eles que podem fazer a diferença pois dinheiro só existe no QREN e no futuro Quadro Europeu de Apoio 2014-2020.
Uma correcta aplicação do investimento pode fazer toda a diferença.

Um comboio rápido até Vigo só se justifica se permitir, igualmente, um acesso rápido a Santiago e Corunha. De automóvel Vigo está a cerca de uma hora de viagem, Santiago a duas e Corunha a três. O comboio serve se conseguir valores semelhantes. Obviamente, a actual ligação ferroviária não serve e é vergonhosa...


De Carlos a 3 de Abril de 2013 às 09:34
Como nortenho, eu acho que é necessário encontrar outro nome para a região - Norte, diz pouco, quase nada. Penso que deveríamos encontrar um nome que significasse "aqui nasceu Portugal", ou coisa parecida. "Portucal", também não me parece bem.
É certo que nos poderíamos inspirar nos nomes das antigas "províncias", tipo "Minho e Douro", mas a malta de Trás dos Montes não iria gostar.
Portanto, aqui fica o desafio: é necessário "inventarmos" um nome para a nossa região. E se assim fizéssemos, poderíamos então pensar num governo próprio, nosso, com autoridade e capacidade para bater o pé à malta de Lisboa e reivindicar a parte do bolo que por justiça nos pertence. Enquanto isso não acontecer, estamos lixados.


De Vicente de Lisboa a 3 de Abril de 2013 às 17:36
Essa de que o Norte é a região "mais especializada na produção de bens e serviços transacionáveis e a de maior orientação exportadora a nível nacional. Algo verdadeiramente espantoso" soa-me suspeita.

Mas se for verdade, significa então que exportar bens industriais não é suficiente para gerar riqueza.


De murphy a 3 de Abril de 2013 às 19:40

Para dizer que o Norte tem tanta razão de queixa como outras regiões do País. O que urge mudar é isto:

http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/02/portugal-lisboa-e-o-resto-do-pais-1.html


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