Sexta-feira, 5 de Abril de 2013
por Diogo Agostinho

Estas semanas têm sido bem intensas em matéria de casos e conflitualidade política.

 

Ontem aconteceu o há muito esperado por todos. Penso que nem Miguel Relvas acreditaria que faria a legislatura até ao fim. O desgaste foi óbvio e o tempo em vez de fazer esquecer criou um alvo a abater e de chacota. Foi isso que assistimos pelo país, pelas redes sociais, pelas manifestações e pelos cartazes. Até na volta à França!

 

Quando tanto se ataca a credibilidade na política, devemos por vezes ter noção de que mais vale sair a ficar sem honra nem glória.

 

Estamos, segundo se diz, em vésperas de uma importante decisão do Tribunal Constitucional. Não sei qual será o resultado, mas sente-se que é urgente refrescar o actual Governo.

 

Nestas coisas, todos temos um pouco de Seleccionadores nacionais, mas cabe ao Primeiro-Ministro essa decisão.

 

A saída de Miguel Relvas não pode ser tratada como uma troca normal de Ministro. Por isso, essa decisão será vista por todos como um sinal de capacidade do Primeiro-Ministro em criar novas pontes e abrir o Governo a novas pessoas.

 

Ora, certamente que irão começar a dança de nomes. No actual panorama, são muitas as possibilidades, penso que os que poderiam ser mas, talvez recusem casos de Marques Mendes e Morais Sarmento. Depois os leais Jorge Moreira da Silva e Luís Montenegro podem vir a entrar nesta equação. Mas neste momento, penso que um nome seria uma boa notícia para o Primeiro-Ministro e para o Governo: Paulo Rangel. Não tenho dúvidas de que seria uma nova viragem, uma abertura a um anterior adversário no PSD e uma nova imagem numa pasta tão importante. Rangel está longe dos holofotes apesar de estar por aí, nos comentários televisivos. Bruxelas fica longe e seria a altura ideal para estar de volta ao combate político, um regresso que coincidiria com o regresso de Sócrates, eles que travaram lutas interessantes nos debates quinzenais, entre 2008 e 2009.

 

O Senhor Primeiro-Ministro tem a palavra.

 

Mas, não podia deixar de dizer que ontem gostei muito da entrevista de Nuno Crato. Claramente, um homem preparado e ponderado. Teve uma boa postura. Não será fácil estar na situação em que se encontrou. Quantos perante este caso iriam agir desta forma? Com a pressão de julgar um colega de Governo e amigo do seu Primeiro-Ministro? Agiu bem, com ponderação e ao que parece com todo o respeito pelas questões legais. Um bom sinal para o futuro. 

 

Mas deixo uma última nota, para dois casos que me transcendem. Estamos à espera de uma decisão do Tribunal Constitucional sobre o OE2013 que já está em vigor! E estamos à espera de uma decisão sobre as candidaturas autárquicas de pessoas com mais de 3 mandatos consecutivos a 6 meses de eleições. Isto será normal? Não creio. Isto é tudo feito, como sempre, em cima do joelho. 


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2 comentários:
De João Castro a 5 de Abril de 2013 às 12:07
Bem dito. E não venham com Montenegros ou Moreiras da Silva.

Este Revlas matou o Governo.


De jfd a 5 de Abril de 2013 às 21:02
Não não matou.
Fez um serviço à nação que a história fará prova.
Sabe, quem mexe com o status quo, morre pelo status quo.
A Miguel Relvas que tenha um bom casamento e uma excelente vida empresarial.
Pobres os de vista curta pois deles será o Rato.


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