Sexta-feira, 5 de Abril de 2013
por Alexandre Poço

Durante anos, orçamentos deficitários que resultavam da escolha livre dos executivos não mereceram um aviso sequer do Tribunal Constitucional. Durante anos, manter um nível de despesa gigantesco sempre acima do nível de impostos e com isso, acelerar o caminho rumo à tragédia foi sempre constitucional. Há dois anos a esta parte, dois orçamentos que procuram retirar Portugal da situação de bancarrota em que entrámos na Primavera de 2011 são inconstitucionais. Chegar a este bonito estado respeitou sempre a Lei Fundamental, sair desta crise é claramente inconstitucional. Eis Portugal, no ano da graça de 2013. É portanto, um imperativo mudar esta Constituição, antes que ela acabe com o país primeiro (se é que já não acabou).


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4 comentários:
De Helder Sá a 6 de Abril de 2013 às 00:17
Caro Alexandre, concordo na essência com o conteúdo do texto, mas deixo-te esta questão: estávamos á beira do abismo em 2009 e o PSD, em nome do interesse nacional, viabilizou o Orçamento de 2009, de 2010 e de 2011. Que "interesse nacional" é este que o PSD viabilizou? Façamos a nossa "mea culpa"!


De Miguel Marujo a 6 de Abril de 2013 às 02:46
que poço de demagogia...


De Ajom Moguro a 6 de Abril de 2013 às 12:10
E agora? Tão simples como isto: Passos Coelho não tem o mínimo de condições para continuar, porque de todos os quadrantes, da rua aos retiros das inteligências, a contestação está generalizada, embora seja legítimo duvidar que alguém transporte no boral uma solução que melhor as coisas antes de as piorar. Este chumbo do TC , certo ou errado, funcionará como um acelerador de todas as críticas e protestos que se tornariam incomportáveis com o argumento da benção institucional agora recebida. Este governo deve assumir de pronto e com efeitos imediatos o pedido de demissão, podendo justificar-se por considerar esse desfecho uma atitude patriótica em função do exército de entendidos que defendem que o País tem que ser melhor governado. Venham de lá os sabichões que defendem o conta kilómetros a zero para se fazerem às curvas com um chaço fumegante de motor gripado e pneus furados. Como diz o aprendiz, quem provocou esta situação que entre com a solução. Este tipo de peditórios repete-se sucede-se sucessivamente sem cessar.


De Maurício Barra a 6 de Abril de 2013 às 14:58
Caro Alexandre,
Assino por baixo. Tirou-me as palavras da boca.


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