Sábado, 6 de Abril de 2013
por Maurício Barra

Ontem ficou marcada a clivagem que, a não ser resolvida, pode destruir Portugal.

A realidade de 2013 e a Constituição de 1976.

A realidade de 2013, que sofre as consequências ideológicas da Constituição de 1976, filha do PREC.

Hoje, porque vivemos na realidade, temos de resolver o presente.

Amanhã, decididamente, temos de resolver o futuro.

Tal como a Constituição de 1976 rebentou com a Constituição de 1933, e esta substitui a de 1911, a qual matou a Constituição da Monarquia Portuguesa de 1838, em breve teremos de ter uma nova Constituição.

Eu preferia que fosse a bem,

Porque sei que a próxima geração, se a isso for obrigada, vai cortar o mal pela raiz.


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11 comentários:
De Ajom Moguro a 6 de Abril de 2013 às 15:03
Não tarda que os defensores fundamentalistas desta constituição organizem uma expedição a África para recuperar os marcos de fronteira obra dos nossos antepassados.


De Isabel a 6 de Abril de 2013 às 17:10
Por que razão ataca o que chama a CRP do PREC, quando os argumentos para a declaração de inconstitucionalidade assentam nos princípios da igualdade e da proporcionalidade, pedras basilares de qualquer Constituição de um Estado de direito democrático? Seria mais sério se defendesse antes o que parece que defende abertamente.


De Maurício Barra a 6 de Abril de 2013 às 19:45
Bom, precisamente esses princípios não foram assistidos. Porque a base está distorcida: uns têm mais direitos que outros, nesta Constituição velha de 37 anos.


De Cobarde a 6 de Abril de 2013 às 19:17
Para a história, a responsabilidade por termos saído do Euro, será atribuída á decisão do chumbo do OE2013 no valor de 1300 Milões€ pelo TC , ou não? Se calhar, já há muito que está prevista na agenda "Germânica", base austeridade, a saída de forma "organizada"? Uns defenderão que o problema está na Constituição (Desactualizada) no tempo, e na falta de Crescimento Económico, outros defenderão que não deveria ser a Constituição a adaptar-se ao OE , e sim o normal em Democracia, o OE respeitar a Constituição como pilar de estabilidade do próprio Sistema. Ou será que tal como já foi referido no passado por Manuela F. Leite, o melhor seria suspender a Democracia, e para arrumar a casa voltarmos a um Novo Estado Novo? Essa seria a tal uma evolução Constitucional? Conclusão? Este Des )governo que poderia ter obtido alguma credibilidade adicional, não foi remodelado em tempo útil por existirem óbvios "telhados de vidro" e Ideologia "cega" base austeridade, discípula da TROIKA, cujo os objectivos principais sempre foram reduzir o custo do trabalho e instituir o empobrecimento generalizado no país. Borges, o Ministro Sombra das privatizações, arauto da respeitável Instituição Goldman Sachs , cedo deu o mote pró que vinha. "O melhor povo do mundo" com o OE2013 ("enorme aumento de impostos"), não dava qualquer tipo de esperança ao país... se o problema é €, precisamos urgentemente duma outra voz perante os credores, e talvez tenha chegado uma nova oportunidade... só vejo alternativa em fazermos pressão (posição que este Governo jamais assumiria), e conseguirmos obter um perdão da dívida, tal como no passado já teve a própria Alemanha no pós 2ªGM ...


De Maurício Barra a 6 de Abril de 2013 às 19:46
Ao contrário do que pensa, nós não vamos sair do Euro.


De Cobarde por não colocar nome? :) a 6 de Abril de 2013 às 20:21
Concordo com o comentário anterior, se acha que a Constiuição está desa(c)tualizada, então no fundo, segundo o seu prisma, o pilar da Democracia não serve para nada? Assuma frontalmente sem rodeios a sua opinião. Seria novamente ridículo á semelhança do que "excepcionalmente" aconteceu no ano passado, considerar o OE Inconstitucional, mas "fechar os olhos" e deixar passar tudo e mais alguma coisa, em função das "poupanças", a tal realidade? Então que se decretem de vez as Ditaduras, para sabermos onde andamos! Sou a favor de alterações á Constituição no sentido evolutivo, não no sentido de regredir no tempo, e cortar tudo o que sejam Direitos, evocando através da propaganda do "custe o que custar" tudo o que sejam deveres e obrigações, tipo a medida "mesquinha" das facturas, fazendo dos cidadãos/contribuintes agentes fiscais, (qual 1984 de George Orwell), deixando os Grandes parasitas e abutres fiscais á deriva, ou com pulseira electrónica nas suas mansões!


De Maurício Barra a 8 de Abril de 2013 às 08:13
Sou a favor de alteração da Constituição para que seja nós o portugueses, pelos portugueses e para os portugueses. Ou seja, uma Constituição que garanta os nossos direitos fundamentais: sociais, económicos, culturais, segurança e de representatividade eleitoral.
Foi esta Constituição que criou os parasitas e abutres fiscais.


De Nightwish a 6 de Abril de 2013 às 23:36
Se querem um estado novo, que façam uma revolução, mas isso a tecnoforma não ensina.


De Maurício Barra a 8 de Abril de 2013 às 08:14
Quem se aproveitou de uma revolução para nos impor uma reforma é uma história com 37 anos.


De Ricardo Santos Pinto a 8 de Abril de 2013 às 11:34
O chumbo do Tribunal Constitucional representa praticamente nada se compararmos com os deslizes orçamentais e com os erros das previsões do Ministro das Finanças. E ainda falta ver qual foi o deslize da execução orçamental do primeiro trimestre de 2013...
Mas percebo que interesse deitar as culpas a outros...


De Maurício Barra a 8 de Abril de 2013 às 19:26
Concordo, desde que adicione o deficit escondido e as dívidas não registadas pelo Governo que negociou o PEC IV, ou seja, o último governo de Sócrates.


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