Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Forte Apache

Portugal no seu melhor!

Fernando Moreira de Sá, 15.04.13

De uma regra de limitação de mandatos (discutível, mas plausível) que visa evitar a perpetuação no mesmo cargo passa-se para uma interpretação extensiva da limitação de um direito político básico e, o que é pior, para uma campanha que invoca essa mesma interpretação extensiva visando claramente evitar a candidatura de pessoas concretas cuja vitória se antecipa difícil de travar no campo eleitoral.


Nem vale a pena entrar em grandes discussões. Agora, em Portugal, mandam os juízes. Os mesmos que, certamente entretidos com a política, demoram dezenas de anos a decidir casos como "Casa Pia", "Monte Branco", "Operação Furacão", entre muitos outros, demasiados, casos. Sem esquecer os "fazedores" das leis, os mesmos que preferiram não esclarecer a tempo e horas para, ironia do destino, mais tarde, virem para a praça pública (como o fez e faz Rangel) lançar palpites, dizer uma coisa e o seu contrário. Eu, no lugar de Paulo Rangel, andava envergonhado por ter sido autor de uma lei cuja interpretação suscita dúvidas a tudo e todos, que já resultou em, pelo menos, três interpretações distintas de outros tantos tribunais. Uma lei cuja interpretação, pasme-se, divide os seus autores - com a particularidade de Rangel ser o únicos, entre estes, que a entende/interpreta de forma extensiva...

 

Por isso, concordo plenamente com o citado post de André Azevedo Alves.

 

 

 

Nota: Uma breve e sentida nota para sublinhar o regresso do Luís Naves a esta (sua) casa. Que saudades, Luís!

1 comentário

Comentar post