Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011
por Ricardo Vicente

Já tinha sido inapropriado que, depois da desgraça Strauss-Kahn, a direcção-executiva do Fundo Monetário Internacional voltasse a ser entregue a uma personalidade francesa, Christine Lagarde. A França já havia liderado aquela instituição por várias décadas e o seu último mandato acabara nas peripécias por todos conhecidas. Inapropriadas foram também as palavras de Sarkozy, celebrando aquela nomeação como uma "vitória para a França".

 

Após a sua candidatura ter recebido apoio da parte do Brasil, Rússia, Índia e China, Lagarde vem agora dizer que o fundo não precisa de ter os seus recursos aumentados, contradizendo assim a intenção de algumas economias emergentes (o poder relativo dentro do FMI depende do valor com que cada país contribui).

 

Sem qualquer fundamento que não a sobranceria da velha Europa e a arrogância francesa, a nova directora do FMI bloqueia assim uma redistribuição de poder cada vez mais merecida, sendo também verdade que, na actual crise europeia e considerando as dificuldades económicas nos EUA, tudo aponta para a necessidade de um acréscimo dos meios do FMI, como aliás a própria Lagarde já havia reconhecido.

 

Contradições de um mundo velho e em relativa decadência...


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