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Forte Apache

As mulheres de segunda

José Meireles Graça, 24.04.13

"Como os portugueses em França também comem o seu bacalhau sempre que podem e ouvem a música portuguesa e há ali uma exacerbação do ser português, também os guineenses assim o fazem, porque há uma luta de sobrevivência da sua identidade, étnica e nacional".

 

Isto é dito a propósito da mutilação genital feminina, não vá julgar-se que os emigrantes Guineenses, para conservação da sua identidade cultural, também comem bacalhau. Nada disso: sentem-se muito desenraizados e vai daí excisão, que é para se sentirem em casa. É um acto civilizacional, qual barbárie o quê - acha Inês Oliveira.

 

Não vou ver o filme, não por causa do que a autora pensa - é perfeitamente possível defender ideias inteiramente cretinas e fazer bons filmes - mas por uma questão de probabilidades: as de ver um filme português de que goste são ainda inferiores às da sobrevivência do Euro.

 

Inês, querida, conheces o bordão "tout comprendre c'est tout pardonner"? Pois é, o teu relativismo cultural dá nisso, compreender tudo e perdoar tudo. Se toda a gente sofresse da tua doença infantil da esquerda pateta, não haveria esperança para os milhões de mulheres que têm um estatuto de inferioridade.

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