Quinta-feira, 25 de Abril de 2013
por Fernando Moreira de Sá

Um País que após trinta e nove anos de democracia e liberdade não consegue corrigir as assimetrias do território falhou a lógica de um desenvolvimento pleno e legítimo – incapaz de existir se os meios e os instrumentos aptos a realizá-lo estão concentrados numa breve faixa litoral do País, largando o resto do território à desertificação e à astenia de capacidades e competências - é forçoso, nesta matéria, verificar um falhanço objetivo de todos, mas todos, os governos constitucionais. Aí, ainda não se cumpriu o sempre repetido grito de alegria de Sophia de Mello Breyner quando cantava: “O dia inicial inteiro e limpo onde emergimos da noite e do silêncio”…

A crise, e as diversas respostas internas que esta originou desde 2008, agravaram este problema não resolvido. O poder político, perante a iminência da crise financeira, não conseguiu escapar ao instinto natural da “fuga para o centro” imitando os moluscos com carapaça quando pressentem uma ameaça. Em claro contraste com os melhores exemplos europeus, Portugal é hoje um País em que o verdadeiro poder de decisão se encontra bastante mais centralizado do que há uma década" - Carlos Abreu Amorim


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