Quinta-feira, 25 de Abril de 2013
por José Meireles Graça

Acho que, se soubesse o que hoje sei, não teria, se fosse vivo, apoiado o 28 de Maio. Mas, se soubesse apenas o que era razoável saber em 28 de Maio, teria apoiado o 28 de Maio.

 

Se soubesse o que hoje sei, não teria apoiado com entusiamo o 25 de Abril. Mas, sabendo o que então sabia, apoiei entusiasticamente o 25 de Abril.

 

A verdade é que cada revolução é ela própria e a sua circunstância. E porque só há revoluções quando há bloqueios que não se resolvem, quem achar, como eu acho, que as revoluções são soluções de desespero que, para resolver uns problemas, inventam outros novos, deve preferir a evolução.

 

O bloqueio já foi a ditadura jacobina partidária, o caos social, a instabilidade e a ausência de progresso económico, e deu no que deu.

 

O bloqueio já foi a guerra colonial e o imobilismo de um regime orgulhosamente só e orgulhosamente anacrónico, e deu no que deu.

 

O bloqueio hoje é a União Europeia e o Euro. E, se não se evoluir para outra coisa, dará no que dará.

 

Não é hoje o dia dos direitos e das proclamações? Pois então, exercendo o meu direito à opinião, proclamo.


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