Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011
por Pedro Correia

 

António José Seguro está a ser fortemente pressionado para votar contra o Orçamento do Estado para 2012. Mas o líder do PS sabe bem que a política se alimenta de símbolos fortes e de inevitáveis demarcações territoriais. Interessa-lhe, por um lado, credibilizar a sua imagem associando-a à ideia de estabilidade - não só na frente interna mas sobretudo aos olhos dos nossos interlocutores internacionais nesta fase em que os holofotes de todas as instituições financeiras estão centrados em Portugal. Interessa-lhe, por outro lado, estabelecer fronteiras à esquerda com o BE e o PCP: o estilo de oposição do PS, como partido dotado de vocação governativa, não pode confundir-se com as manobras tácticas de bloquistas e comunistas, que disputam entre si o campeonato da esquerda radical.

É em função disto que Seguro decidirá a opção de voto da sua bancada parlamentar. Sabendo que a conquista do poder não acontecerá depois de amanhã mas agindo em todas as circunstâncias como se estivesse preparado a qualquer hora para isso.


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