Segunda-feira, 6 de Maio de 2013
por Maurício Barra

Pedro Passos Coelho anunciou, na passada sexta-feira, as medidas técnicas que intenciona accionar para reduzir estruturalmente a despesa pública que, como é sobejamente sabido, é a principal causa dos défices permanentes que têm sido imagem de marca desta IIIª Republica a caminho do socialismo. A bancarrota iminente, as condições que os nossos credores nos impuseram para “pagarem” o funcionamento do Estado nestes últimos anos e as decisões do Tribunal Constitucional, última trincheira dos que queriam um 11 de Março sem o 25 de Novembro, obriga que finalmente se tomem decisões que qualquer país “normal” já teria tomado há muito tempo.

Paulo Portas, ontem, fez um discurso político. Assumiu participar nas responsabilidades de governação que o momento exige e traçou uma fronteira: proteger os mais desfavorecidos, na idade e condição. Portanto, renegociar com a troika para cortar no funcionamento no Estado consigo próprio em detrimento de uma sobrecarga adicional sobre os pensionistas.

Quem aterrasse neste país e tivesse conhecimento da difícil situação económica e financeira em que vivemos, diria que todas estas medidas são um possível caminho das pedras, democrático porque aberto à discussão política com a oposição democrática, e que, juntas, revelam bom senso.

Qual quê! O país disfuncional, o tal que está sempre à espera que um truque de mágica que resolva os problemas que nós próprios causámos e que não queremos resolver, imediatamente saltou, vomitando ódio e fincando o pé na recusa da realidade. Parecia que estávamos num país de sovietes. Ele era destituição imediata do Governo, um chorrilho de slogans chocarreiros sobre a idoneidade dos ministros, enfim, a cega-guerra do costume, a toque de caixa dos partidos não democráticos assistida pelo cinismo dos comentadores televisivos. E com o apoio envergonhado de J. A Seguro, aproveitando a onda mas sabendo que, se estivesse no Governo, não poderia fazer muito diferente do que foi feito.

Enfim. O Portugal que é uma questão connosco mesmos. 


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2 comentários:
De ant´´onio cruz a 6 de Maio de 2013 às 11:56
Como admirador, s´o para dizer que a bancarrota está IMINENTE, não eminente.


De Maurício Barra a 7 de Maio de 2013 às 12:44
agradeço a correcção ao lapso linguístico.


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