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Forte Apache

Publicidade?????

Fernando Moreira de Sá, 02.05.13

Olha, olha, a TMN arrisca-se a perder um cliente de longa data!!! Acabo de receber uma mensagem enviada pela operadora que diz o seguinte (e cito com os erros e tudo): "Aguias levantam voo para Amesterdao". Nem é tanto pelos erros, acontece a muito boa gente. É pelo facto de desconhecerem que este velho cliente, que tanto dinheiro lhes dá a ganhar, é alérgico a águias. Vou ponderar: se foi engano, vou procurar fazer de conta que não aconteceu. Se foi para gozar comigo, então amanhã é dia de procurar um concorrente!!!


:)

Rui Moreira e o CDS

Fernando Moreira de Sá, 30.04.13
"Rui Moreira tenta descolar do CDS" era o título de uma peça da TVI24. Ao longo dos últimos dias, o candidato Rui Moreira, através de recados na comunicação social e uma ou outra intervenção (de forma sempre indirecta), aparenta um desconforto e quase vergonha pelo apoio que lhe foi dado pelo CDS. Não percebo.
O CDS, como qualquer outro partido, terá os seus defeitos e as suas virtudes. Como já fui seu militante posso testemunhar que, independentemente desta ou daquela divergência - e tive/tenho muitas - no CDS encontrei excelentes pessoas, gente muito capaz e dedicada. Alguns bons amigos continuam por lá e um ou outro até apoia o seu candidato ao Porto. Sendo certo que muitos outros apoiam Luís Filipe Menezes. Ora, fica a minha pergunta: Rui Moreira tem vergonha de quê? Existe algum mal em ser candidato do CDS? Será que acredita que ainda existem almoços grátis?
Hoje, Rui Moreira tem vergonha do apoio do CDS e de ser o seu candidato. Ora, ele que já afirmou que o Porto é muito pequeno para si, não me admirava que amanhã sinta o mesmo sobre o Porto. Quem sabe se no dia seguinte às eleições autárquicas não o vamos ver a afirmar ter vergonha do Porto...

A Matilha

Fernando Moreira de Sá, 28.04.13
Francisco Almeida Leite foi nomeado Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros. O Francisco esteve, durante cerca de um ano, no Instituto Camões. A seu cargo teve, entre outras responsabilidades, a cooperação bilateral com Angola e Moçambique, a cooperação delegada da gestão dos fundos comunitários para a cooperação (incluindo Timor-Leste) e o diálogo com a sociedade civil nomeadamente, o acompanhamento das ONGD. Ou seja, leva com ele todo este vasto conhecimento da máquina da cooperação para o ministério dos Negócios Estrangeiros. Além disso foi, durante muitos anos jornalista com uma carreira sólida em diversos órgãos de comunicação social e, nalguns, com cargos de responsabilidade editorial. Em suma, não estamos perante um qualquer estagiário ou mesmo um daqueles licenciados ainda verdinhos. Não. É alguém com uma vasta experiência.
Contudo, vários jornalistas e um ou outro "comentador", sem esquecer alguns bloggers, andam entretidos a bater na escolha de FAL para Secretário de Estado. Na verdade, qual o motivo para tanta raiva? No caso dos jornalistas, é sempre assim. O corporativismo no seio dos jornalistas, sempre que toca a alguém que não seja do BE, da CDU (ou do PS ou aparentado) funciona ao contrário. Se o jornalista decide mudar de vida e iniciar uma carreira na política (o último foi Paulo Portas) ou na assessoria, é o fim do mundo em cuecas. Como se estivesse a cometer um pecado mortal. No caso dos comentadores e dos bloggers faz parte da tradição da espécie (na qual, enquanto blogger, me incluo).
Em vez de se esperar para ver o resultado da escolha, aguardar para perceber o que vai fazer o novo secretário de estado, faz-se um ataque furioso como se não houvesse amanhã. Uma tristeza. Um ataque pessoal rasteiro, com ares de encomenda e todo o aspecto de estar a ser feito em matilha. E sem qualquer pudor: até antigos jornalistas que já estiveram em cargos de nomeação política e que, olhando para o teor das críticas, certamente se esqueceram do seu passado. Enfim...

Quem é Paulo Morais???

Fernando Moreira de Sá, 26.04.13

 

No outro dia, um amigo de Lisboa dizia-me que o Paulo Morais é o Pacheco Pereira do PSD Norte. Errado. Por muito que não aprecie o Pacheco Pereira, nada me impede de lhe reconhecer uma enorme cultura geral. 

 

Alguns pensam que ele é jurista. Não, embora quem o ouça falar seja levado a pensar semelhante. É licenciado em Matemática (ramo Matemática Aplicada) e professor universitário (pelo menos na Lusófona). Foi (não sei se ainda é) militante do PSD e foi vice-presidente da Câmara Municipal do Porto com Rui Rio. Quando Rio o descartou da lista, tornou-se presença habitual na comunicação social graças a ter afirmado umas coisas sobre corrupção que, depois de investigadas (aqui entrou a famosa Maria José Morgado), deram em nada. Mais tarde, alegadamente, andou convencido que seria convidado por Passos Coelho (que apoiou) a candidato a deputado pelo Porto ou mesmo cabeça de lista por Viana do Castelo. Não foi. Coincidentemente, poucos meses depois, lançou um ataque forte, bem forte, sobre o Parlamento. Afirmando que a AR era um "centro de corrupção". Recentemente, escolheu como alvo Luís Filipe Menezes. Entende Paulo Morais que LFM deveria ser proibido de fazer campanha eleitoral no Porto, como se pode ler no Público, "Paulo Morais, acusa Menezes de «reincidir na legalidade decretada pelos tribunais ao continuar a fazer campanha eleitoral como candidato do PSD à Câmara do Porto». Uma vez mais, este matemático de formação entra pelo direito como se fosse especialista na matéria.

 

Quando vejo Paulo Morais na televisão ou nos jornais fico com a ideia que não conhece as fábulas de Esopo, em especial a do menino pastor e o lobo. É uma pena. Conhecendo, certamente deixaria de gritar tanto e de evitar cair no ridículo. Mesmo para um matemático aparentado de jurista.

Sessão Solene do 25 de Abril na AR:

Fernando Moreira de Sá, 25.04.13

Um País que após trinta e nove anos de democracia e liberdade não consegue corrigir as assimetrias do território falhou a lógica de um desenvolvimento pleno e legítimo – incapaz de existir se os meios e os instrumentos aptos a realizá-lo estão concentrados numa breve faixa litoral do País, largando o resto do território à desertificação e à astenia de capacidades e competências - é forçoso, nesta matéria, verificar um falhanço objetivo de todos, mas todos, os governos constitucionais. Aí, ainda não se cumpriu o sempre repetido grito de alegria de Sophia de Mello Breyner quando cantava: “O dia inicial inteiro e limpo onde emergimos da noite e do silêncio”…

A crise, e as diversas respostas internas que esta originou desde 2008, agravaram este problema não resolvido. O poder político, perante a iminência da crise financeira, não conseguiu escapar ao instinto natural da “fuga para o centro” imitando os moluscos com carapaça quando pressentem uma ameaça. Em claro contraste com os melhores exemplos europeus, Portugal é hoje um País em que o verdadeiro poder de decisão se encontra bastante mais centralizado do que há uma década" - Carlos Abreu Amorim

O fim da Feira do Livro do Porto

Fernando Moreira de Sá, 22.04.13

Tenho de concordar com o António Nabais e o seu post sobre a Feira do Livro do Porto.

 

O investimento da CMPorto na Feira do Livro corresponde, segundo o que se pode ler na imprensa, a um montante de 75 mil euros. Por sua vez, o Circuito da Boavista teve um prejuízo, suportado pela mesma CMPorto, de 3 milhões de euros. Este ano, uma vez mais, a CMP decidiu voltar a investir nas corridas e deixou cair o Feira do Livro. Não entendo.

 

Entretanto, no facebook, já foi criada uma página: "Quero a Feira do Livro. Troco pelo Circuito da Boavista". 

Portugal no seu melhor!

Fernando Moreira de Sá, 15.04.13

De uma regra de limitação de mandatos (discutível, mas plausível) que visa evitar a perpetuação no mesmo cargo passa-se para uma interpretação extensiva da limitação de um direito político básico e, o que é pior, para uma campanha que invoca essa mesma interpretação extensiva visando claramente evitar a candidatura de pessoas concretas cuja vitória se antecipa difícil de travar no campo eleitoral.


Nem vale a pena entrar em grandes discussões. Agora, em Portugal, mandam os juízes. Os mesmos que, certamente entretidos com a política, demoram dezenas de anos a decidir casos como "Casa Pia", "Monte Branco", "Operação Furacão", entre muitos outros, demasiados, casos. Sem esquecer os "fazedores" das leis, os mesmos que preferiram não esclarecer a tempo e horas para, ironia do destino, mais tarde, virem para a praça pública (como o fez e faz Rangel) lançar palpites, dizer uma coisa e o seu contrário. Eu, no lugar de Paulo Rangel, andava envergonhado por ter sido autor de uma lei cuja interpretação suscita dúvidas a tudo e todos, que já resultou em, pelo menos, três interpretações distintas de outros tantos tribunais. Uma lei cuja interpretação, pasme-se, divide os seus autores - com a particularidade de Rangel ser o únicos, entre estes, que a entende/interpreta de forma extensiva...

 

Por isso, concordo plenamente com o citado post de André Azevedo Alves.

 

 

 

Nota: Uma breve e sentida nota para sublinhar o regresso do Luís Naves a esta (sua) casa. Que saudades, Luís!