Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2012
por José Meireles Graça

Ao pequeno-almoço, havia bolo-rei. E durante algum tempo lembrar-me-ei da iguaria, porque me partiu um dente.

 

Nada de mais, pensei: levo o carro à oficina (por causa de um assobio fortemente suspeito na caixa da direcção), o cachorro acompanha-me (gosta de andar de carro, coitadinho), regresso a pé, pego no chaço de reserva e vou ao protésico. Daí, ala para a esplanada - está um dia lindo, leio o jornal, vejo os feeds.

 

Chamo o cão: Bule! Bule!

 

Nada. O puto do cão enfia-se nos carros à menor distracção, hoje nem sinal. Bom, entro e dou ao dimarré.

 

Reacção nicles, modernamente as baterias regem-se pelo princípio da morte súbita.

 

Mudo de opinião: que se lixe a oficina, vou mazé a pé até à cidade, passo pelo protésico, são aí uns 6 km, está um dia lindo (já disse), há-de haver um amigo qualquer que me traga a casa.

 

Lá vou. No percurso, o primeiro café - a empregada comprou há anos a tese de que sou especial, devo ser atendido de imediato e pagar ao balcão, sem ir para a fila da caixa.

 

Não está, a Glória. Está uma simpática desconhecida, que imagina que os clientes devem ser atendidos por ordem de chegada - é, com certeza, de esquerda, igualdades e assim.

 

Chego à esplanada, mas constato com surpresa que não há cadeiras nem mesas. Está fechado, o estabelecimento. Por conseguinte, nada de wi-fi, jornal, café e amigos.

 

Regresso a pé: é sempre a subir, que grande chatice, ainda por cima uma precisão súbita de ir ao quarto-de-banho, assunto de alguma substância, fora de casa não.

 

Chego esbaforido, a andar ligeiro mas constrangido, uma contradição nos termos.

 

E venho aqui contar a história, para dizer que 2012, que não foi grande coisa, vai-se encerrando sem deixar saudades.

 

Um Bom Ano para os maduros que, por razões misteriosas, me têm feito companhia.

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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012
por João Gomes de Almeida

Relvas impede a Lusa de distribuir dividendos aos accionistas.

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Banco de Portugal e CMVM vão ajudar na investigação contra crimes económico-financeiros.

Dinheiro Vivo

 

Beneficiários da Segurança Social têm 30 dias para devolver verbas e 10 para reclamar.

Jornal de Negócios

  

Nunca se combateu tanto a corrupção como agora, diz Pinto Monteiro.

Público

 

Trinta e dois mil querem Sócrates em tribunal.

Diário de Notícias

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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
por Marta Reis
 
 
bom ano para todos

 

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por Constança Martins da Cunha

 

 

 


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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

Quando era miúdo ensinaram-me que a história não se repete. A vida mostrou-me o oposto. Quando aprendi a importância dos valores da democracia, da liberdade, considerei que era tão óbvio que qualquer um o poderia compreender. Uma vez mais, o tempo ensinou-me a dificuldade dos Homens em seguir o óbvio.

 

Uma vez, num programa americano de entrevistas na televisão, vi um jornalista perguntar a Lula da Silva qual era o segredo para a revolução que fez no Brasil. A resposta de Lula foi: "limitei-me a fazer o óbvio". Tão simples. É isso que se pede a todos os que nos governam, seja na administração central, regional ou local. Fazer o óbvio. Nos últimos dias tivemos dois exemplos disso mesmo: a venda da EDP aos chineses e a nova reforma do arrendamento. O mesmo se aplica no caso da reforma da administração local. Basta, tão só, fazer o óbvio. Felizmente, é isso que está a acontecer.

 

Por isso, para 2012, só peço uma coisa: que se faça o óbvio. Vou procurar fazer o mesmo. E já em Janeiro. Como é óbvio. Até por ter a noção de que a história se repete. Um fantástico 2012 para todos!

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por Francisco Castelo Branco

Circularam notícias que o Mundo iria acabar em 2012. Mais uma daquelas "profecias" inventadas por alguém que gosta de assustar e ter visibilidade.

Por certo o mundo não vai acabar no Domingo, mas é uma certeza que 2012 será o ano da mudança. Para isso contribuíram os acontecimentos de 2011. Tanto a nível nacional como internacional.

Não se admirem que as primeiras notícias depois da ressaca da passagem de ano sejam más e assustadoras. Que na primeira semana de Janeiro 2012 a palavra aumento seja a mais ouvida, escrita e falada por todos nós.

Iremos passar o ano com a consciência de que 2012 será mau ou muito mau. As notícias que aí vêm serão más e poderão levar à depressão de muitas pessoas. Há quem ache que não passará do ano que vem... 2013 será apenas uma miragem.

Veremos para que lado as mudanças do ano que vem penderão...

Se para o lado positivo ou negativo.

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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
por João Gomes de Almeida


Chegados ao final do ano é sempre bom fazermos uma pequena análise, na medida do possível, do que se passou.

 

Este que foi o ano em que todos perspectivaram o fim dos blogues. Mas pelos vistos ainda cá estamos, os sitemeters continuam a subir e cada vez existem mais blogueres a saltar para os jornais, revistas, televisão e mesmo para a política. Assim está a blogosfera: saudável e recomendável.

 

Na blogosfera, 2011 foi o ano em que:

  • Acordei feliz para um novo ano, em que o Estado Sentido venceu o prémio de "Blogue Revelação do ano 2010" pelo Combate de Blogs da TVI24;
  • Fiquei ainda mais feliz com o nascimento do Forte Apache e do Polaroid, onde escrevo e que agora também estão nomeados para "Blogue Revelação do ano 2011" pelo Combate de Blogs da TVI24;
  • A Catarina Ferreira Pinto esteve perto de ser a primeira portuguesa correspondente da Elle na semana da moda de Nova Iorque, atirando o seu blogue Allure Urbano para a ribalta;
  • A Meios & Publicidade nomeou vários amigos como personalidades importantes a seguir nos blogues e redes sociais. Tais como o nosso Rodrigo Saraiva, o Rui Calafate, o LPM e a Alda Telles;
  • O 31 da armada comemorou 5 anos de actividade em prol de um país melhor;
  • O Instituto da Democracia Portuguesa organizou a primeira das tertúlias "O Cherne da questão", que prometem animar o ano 2012;
  • O Aventar sofreu a injustiça de não ter sido nomeado "Blogue do ano 2011" pelo Combate de Blogs da TVI24;
  • O blogue do Henrique Raposo no Expresso tornou-se um ponto de passagem obrigatório;
  • O Sinusite Crónica não teve as visitas que a qualidade da escrita fazia merecer;
  • O Polaroid fez uma festa de arromba no Frágil, bem mais animada (e bem regada) do que as festas do 31 da armada;
  • As marcas começaram a olhar com novos olhos para os blogueres, principalmente no campo da moda;
  • O Bibliotecário de Babel do José Mário Silva continuou a ser o melhor blogue sobre literatura em Portugal;
  • Os blogues de comunicação afirmaram-se e os blogues de publicidade esmoreceram.
  • Vi-me a disputar um prémio com o meu famoso amigo Chico de Oeiras (que gasta 50 tweets em meia-hora e fica Chico de Olheiras).
  • Os jornais continuaram a olhar com desconfiança para a blogosfera;
  • O Filipe Caetano continuou a ser o porta-voz da blogosfera para a TV;
  • O Pedro Rolo Duarte continuou a ser o porta-voz da blogosfera para a rádio;
  • Muitos blogues continuaram a passar para o papel e a transformarem-se em livros;
  • O Frágil e o Snob continuaram a liderar as preferências noctívagas dos blogueres;
  • Ficámos à espera do regresso do Pedro Lomba e do Pedro Mexia aos blogues e ao twitter;
  • A direita perdeu muito bons blogueres para funções governativas;
  • A esquerda ganhou muito piores blogueres vindos de funções governativas;
  • O CDS continuou praticamente a não ter blogueres no activo;
  • O BE continuou a ter blogueres presunçosos no activo;
  • O Twitter continuou a ser um aliado da blogosfera e não inimigo, como querem fazer passar;
  • O Facebook passou a ser um difusor do conteúdo da blogosfera;
  • A blogosfera em Portugal afirmou-se merecidamente como sinónimo de "Blogs Sapo";
  • Os Blogs Sapo não arranjaram maneira de integrar o Google + e não arranjaram uma App para iOS/Android que torne mais fácil postar nos blogues através do smartphone;
  • A blogosfera continuou a crescer.


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