Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2013
por Alexandre Poço

No ano passado, aos cinco dias do mês de Julho, Tribunal Constitucional (TC) decretou ser inconstitucional cortar na despesa. O governo no Orçamento do Estado para 2013 manteve, em parte, a receita (proibida em Portugal) de cortar na despesa pública. O Presidente da República promolgou o Orçamento e na mensagem de Ano Novo, comunicou aos portugueses que o vai enviar ao TC para fiscalização sucessiva. Ainda não sabemos que partes do Orçamento requer o Presidente fiscalização, mas se for novamente a questão dos cortes de despesa, não será difícil de prever o veredicto do TC. Já devíamos ter bem assente que é inconstitucional cortar despesa pública. Portanto, fica uma dúvida por esclarecer: o dia da machadada final do TC nos cortes de despesa pública. Manter-se-á fiel à tradição e esperará pelo Verão? Ou preferirão os doutos juízes, o tempo da meia-estação? Eu, na minha vertente de Maya/Comentador televisivo, digo que é em meados de Maio, ali depois do 13 de Maio, que é dia de romaria a Fátima. É esperar para ver. Se acertar, aceito almoços e jantares como prémio. 


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Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2012
por Alexandre Poço

A "passagem do ano é inconstitucional", diz o constitucionalista, na medida em que os "Açores têm de aguardar mais uma hora pela chegada do novo ano, ao passo que o Continente e a Madeira já estão em 2013." Para o constitucionalista existe uma "clara violação dos princípios constitucionais", pois estes asseguram a "igualdade de direitos entre todos os portugueses e nenhum motivo pode justificar um atropelo destes à Constituição". O constitucionalista refere que a "hora una do Estado é inviolável" e diz ter fé no veredicto do Tribunal Constitucional sobre este assunto.

 

Feliz Ano Novo a todos os colegas e leitores desta casa!

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Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2012
por José Meireles Graça

Ao pequeno-almoço, havia bolo-rei. E durante algum tempo lembrar-me-ei da iguaria, porque me partiu um dente.

 

Nada de mais, pensei: levo o carro à oficina (por causa de um assobio fortemente suspeito na caixa da direcção), o cachorro acompanha-me (gosta de andar de carro, coitadinho), regresso a pé, pego no chaço de reserva e vou ao protésico. Daí, ala para a esplanada - está um dia lindo, leio o jornal, vejo os feeds.

 

Chamo o cão: Bule! Bule!

 

Nada. O puto do cão enfia-se nos carros à menor distracção, hoje nem sinal. Bom, entro e dou ao dimarré.

 

Reacção nicles, modernamente as baterias regem-se pelo princípio da morte súbita.

 

Mudo de opinião: que se lixe a oficina, vou mazé a pé até à cidade, passo pelo protésico, são aí uns 6 km, está um dia lindo (já disse), há-de haver um amigo qualquer que me traga a casa.

 

Lá vou. No percurso, o primeiro café - a empregada comprou há anos a tese de que sou especial, devo ser atendido de imediato e pagar ao balcão, sem ir para a fila da caixa.

 

Não está, a Glória. Está uma simpática desconhecida, que imagina que os clientes devem ser atendidos por ordem de chegada - é, com certeza, de esquerda, igualdades e assim.

 

Chego à esplanada, mas constato com surpresa que não há cadeiras nem mesas. Está fechado, o estabelecimento. Por conseguinte, nada de wi-fi, jornal, café e amigos.

 

Regresso a pé: é sempre a subir, que grande chatice, ainda por cima uma precisão súbita de ir ao quarto-de-banho, assunto de alguma substância, fora de casa não.

 

Chego esbaforido, a andar ligeiro mas constrangido, uma contradição nos termos.

 

E venho aqui contar a história, para dizer que 2012, que não foi grande coisa, vai-se encerrando sem deixar saudades.

 

Um Bom Ano para os maduros que, por razões misteriosas, me têm feito companhia.

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