Domingo, 2 de Setembro de 2012
por Carlos Faria

 

O prólogo do livro é a coincidência de a data de 3 de outubro de 1951 corresponder ao primeiro teste com uma bomba nuclear na União Soviética e uma das tacadas mais famosas da história do basebol, eventos causadores fortes emoções em muitos norteamericanos, incluindo no coração da Bronx de Nova Iorque.
Acabada a guerra fria, um conjunto de personagens norteamericanas, mais ou menos relacionadas com a Bronx, é o fruto desse passado de dois sistemas em confronto.
O romance relata episódios, por vezes soltos, que vão recuando no tempo, e abordam medos, aspirações e disfunções sociais com mistura de cidadãos históricos ou não e factos reais ou ficcionados, unidos pela Bronx e a guerra fria.
Uma obra grandiosa que forma um puzzle do que foi a vida nos Estados Unidos durante 40 anos e onde a bola da tacada, a Bronx, a guerra fria, a arte e o lixo formam o cimento que une estas peças e justifica o comportamento das suas muitas personagens nos anos 90.
Um livro pós-moderno de grande qualidade, nem sempre de fácil leitura, por vezes deprimente, outras irónico ou introspetivo e com uma linguagem realista que pontualmente toca no calão, mas provavelmente tornar-se-á numa referência da história da literatura dos Estados Unidos.


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Segunda-feira, 2 de Abril de 2012
por José Meireles Graça

Não sou cidadão americano e por isso não tinha nada que votar. Mas o texto não reservava o voto a Americanos e, realmente, não há 36 maneiras de entender o assunto.


É lá coisa de gringos, uma gente notoriamente obcecada com crime e castigo. Mas a perseguição aos fumadores, a obsessão com a saúde, a proibição do que antes era livre, a multa demente para sublinhar a proibição, a sanção penal para sublinhar a multa, as polícias que não garantem a segurança mas garantem uma extensa lista de outras coisas, umas inúteis, outras estúpidas - já cá está tudo.


Eu sei: the law of the land, entre nós, é mais a bandalheira; o charro está, e estará, tranquilo; e o Estado está mais interessado em crivar os cidadãos de multas terroristas do que em gastar com eles o dinheiro que não tem.


Mas o Código Penal tem mais ou menos artigos do que no passado? É o que se pergunta.


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