Sexta-feira, 11 de Novembro de 2011
por João Gomes de Almeida

 

Domingo, 13 de Novembro.

 

Marcelo Rebelo de Sousa desvenda que Rui Rio também poderá ser arrolado como testemunha no Face Oculta por gostar de robalos.

 

Segunda-Feira, 14 de Novembro. 

 

Armando Vara confessa ter recebido uma caixa de uísque Vat 69 de Godinho, mas diz-se arrependido porque ficou com uma enorme ressaca.

 

Terça-Feira, 15 de Novembro.

 

Godinho diz ter recebido de Vara uma caixa de Ginja de Óbidos como retaliação, mas afirma continuar a preferir Borradinha, bebida artesanal da sua região, que contém bagaço e mel, devendo ser bebida gelada.

 

Quarta-feira, 16 de Novembro.

 

Populares de Ovar, a quem Godinho facilitou a vida, defendem o menino de ouro da sua terra à porta do tribunal, argumentando que todos eles também enviam pão de ló aos amigos que residem em Lisboa.

 

Quinta-feira, 17 de Novembro.

 

Paulo Penedos aparece no julgamento, confessando ter almoçado Enguias à Bordalesa com Godinho, que lhe enviou também dois presuntos. Na audiência da tarde, confessa ainda ter oferecido a Godinho travesseiros da Piriquita.

 

Durante a noite, Miguel Sousa Tavares afirma que é uma vergonha a ASAE não investigar como eram transportados todos estes alimentos fora de uma carrinha frigorífica.

 

Sexta-Feira, 18 de Novembro.

 

Felícia Cabrita divulga no Sol que em Janeiro de 2006 Duarte Lima visitou o Brasil para abrir um aterro de Godinho em Fortaleza, desenvolvendo contactos com Luís Militão Guerreiro, especialista no assunto.


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por João Gomes de Almeida

 

Caros amigos, já aqui tinha expressado a minha estupefacção pelo facto do ex-banqueiro Armando Vara ter recebido pão de ló e robalos de um sucateiro. Já aqui tinha dito que tenho pena dos ex-administradores do banco, que tiveram que gramar com o cheiro a robalos na copa da administração. O que nunca pensei é que Armando Vara entrasse neste esquema de tráfico alimentar à la tasca.

Com que então Armando Vara confessou ter oferecido alheiras a (bi)Godinho! E o Ministério Público de Aveiro onde anda? Eu, cá para mim, acho que o esquema da Face Oculta nada tinha a haver com sucatas e lixeiras. Tudo isto me parece mais um esquema para montar uma barraca de petiscos ilegal na Ovibeja, que tinha como sócios o sucateiro e o banqueiro - alguém investigou a câmara municipal?! De hoje para amanhã, vamos descobrir que Paulo Penedos também entrava no esquema com 10 litros de azeite e umas enguias de escabeche. 

No final de toda esta história, fico a gostar ainda mais do PS e menos do Belmiro de Azevedo - é que se o Continente apostasse tanto nos produtores tradicionais portugueses, certamente não precisávamos aqui da troika. Estes tipos são os Capoulas Santos do amanhã! Força camaradas!


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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011
por João Gomes de Almeida

 

Decidi escrever-vos para falar do original tema Face Oculta, tão pouco na berra. Na verdade, ao ler tudo o que tem sido escrito sobre o julgamento, a única coisa que não me sai efectivamente da cabeça é o facto de Armando Vara ter confessado ter recebido "pão de ló e robalos" de Manuel Godinho - como alguém disse um dia: num país desenvolvido até a corrupção é um assunto sério de mais para ser tratado por sucateiros. 

Mas meus amigos, já que este é um blogue às direitas, permitam-me ser um bocadinho snob. Afinal quem é o tipo que aceita receber robalos? Ainda por cima sendo administrador de um banco? Eu próprio me sentiria incomodado se um estafeta me entrasse pelo escritório com 5 kg de robalos  - é que jantar com um tipo de bigode e gel na cabeça, vestimentas estranhas e sucateiro, pronto, tudo bem, agora aceitar robalos? É que nós portugueses temos aquele hábito de oferecer queijos, vá chouriças, vá no limite bacalhau no natal, agora, robalos? Onde raio é que o Armando Vara guardava os robalos no interior do banco? Será que os outros administradores quando iam à copa buscar um nespresso tinham que gramar com o fedor dos robalos?

Todo este caso me intriga bastante e não sei até que ponto a defesa de Armando Vara não deveria arrolar como testemunha um técnico de controlo alimentar, para provar que um tipo que aceita robalos vindos de Esmoriz, estando ele a 300 km, é na verdade inimputável por motivos de saúde mental, ou falta dela, entenda-se. Quanto à confissão de Armando Vara relativa ao pão de ló, não posso deixar de dizer que acho uma estratégia extremamente errada por parte da defesa de Ricardo Sá Fernandes. Então o Armando vai confessar a um colectivo de juízes de Aveiro (terra dos arqui-rivais ovos moles e tripas doces) que se deixou subornar por pão de ló de Ovar? Isso é o mesmo que dizer ao Eduardo Barroso que preciso que me arranje um transplante urgentemente a tempo de ver o Benfica campeão.

Meus amigos, tudo isto foi para vos dizer que o poder da influência é uma coisa séria, que deve ser tratada civilizadamente e legislada, tal como acontece nos países desenvolvidos. É que de hoje para amanhã o nosso país, com estas "elites", não passará de um aquário da Europa, afundado e bem afundado, por quem olha para nós de fora com desprezo, por termos ex-governantes a dizerem em tribunal que foram subornados em troca de robalos e pão de ló (sponge cake?!) - qual Grécia qual quê.


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