Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2012
por José Meireles Graça

Tenho por este género de assuntos o interesse que pode ter quem nasceu sem a menor sensibilidade para as artes plásticas, desconfia da maior parte do que se produziu depois do Impressionismo, olha para o séc. XX como extremamente pobre (e não apenas nas referidas Artes), venderia com gosto qualquer tela ou escultura de quase todos os contemporâneos que lhe caísse gratuitamente nas mãos, vê as galerias de Arte Contemporânea como depósitos de lixo com uma ou outra pepita ocasional, e acha o Sr. Comendador Berardo tão entendido em Arte como, possivelmente, nas inovações tecnológicas dos carros de combate Hititas.

 

Se isto não é a definição de um grunho, não sei o que o será. Mas como a mesma Natureza que me fez duro de sensibilidade também me fez demasiado vaidoso para me preocupar com as opiniões de terceiros e totalmente impermeável a argumentos de autoridade, sempre a solidão das opiniões me pareceu leve e me consolou a ideia de que grandes males têm vindo ao Mundo por todos pensarem o que todos pensam, mas mal nenhum da originalidade inofensiva.

 

Os textos que vão aparecendo de crítica de pintura e escultura são quase sempre exercícios cómicos de vacuidade e afectação, mesmo quando, o que é raro, não pontapeiam a Gramática com denodo. Mas, muito de longe em longe, tropeço num artigo que me fala ao coração e tem aquele traço inconfundível da Verdade - como eu a vejo:

 

"The protestors rage against an art establishment that long ago embraced conceptual art as a dogma, taught that skill is a dirty word, turned art history into a vehicle for cultural Marxism and the rubbishing of genius, indoctrinated generations of art students with the belief that if you say it’s art then it’s art and that success is impossible without fluency in the language of conceptual art-speak".

 

Poizé.


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