Sábado, 22 de Dezembro de 2012
por Dita Dura

Quando Ratzinger foi eleito Papa, muita gente ficou alarmada, porque vivemos numa sociedade que está habituada a concursos de popularidade para escolher os seus líderes. Mas felizmente não é um concurso de misses, não ganha quem recebe mais chamadas de valor acrescentado, nem votos que resultam de premissas eleitorais com ciclos de quatro ou cinco anos. Antes de ser Papa, tal como João Paulo II, Ratzinger foi um pensador profundo, um dos maiores filósofos do nosso tempo.

 

O Papa lançou o terceiro capítulo de uma trilogia sobre a Santíssima Trindade e os mais atentos iniciaram um longo período de reflexão. Entretanto, os jornalistas nacionais destacados para noticiar o lançamento sublinharam a ausência do burro e da vaca do presépio. No meio da imensidão de introspecções e pensamentos, foi o que lhes chamou mais à atenção. Não sei se foi propositado ou apenas por afinidade para com os animais. Mas foi certamente uma maneira de se exporem ao ridículo e de nos tentarem fazer de idiotas.

 

João Paulo II foi muito criticado no início do seu pontificado pelo seu conservadorismo, mas conseguiu resistir aos ataques enraivecidos da esquerda de lantejoulas e morreu no meio de enorme respeito e popularidade. O contra-ataque não se fez esperar e Bento XVI é agora um alvo muitas vezes demasiado fácil. Este jornalismo é tonto e superficial mas acaba por ser muito útil a certos grupos de interesse que manipulam uma sociedade cada vez mais medíocre. Cabe a cada um de nós pensar um pouco e não deixar que nos façam de parvos. 


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