Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011
por João Gomes de Almeida



 

 

Tabela Comparativa de Chico-espertísse

 

 

Alberto João Jardim

Sílvio Berlusconi

Controlo do Partido

Não criou o seu partido, mas fez um partido à parte do seu, dentro do seu próprio partido - o PSD-Madeira.

Fundou o seu próprio partido, em directo nos seus canais de televisão.

Controlo dos Media

Domina o Jornal da Madeira, através de dinheiros públicos e ainda tem a RTP – Madeira.

É dono de três canais televisivos e de um dos maiores grupos editoriais de Itália. Mas tem que os manter com o seu dinheiro.

Futebol

Com o dinheiro público construiu 14 campos de futebol relvados na ilha. Tem dois clubes na primeira liga (Nacional e Marítimo) e um na segunda divisão B (União da Madeira).

Em 1996 adquiriu um dos míticos clubes de Itália, o AC Milan. Mais uma vez teve que pagar com o seu dinheiro.

Mulheres

Não se conhecem casos ou escândalos públicos.

Casanova ou Marquês de Sade?

Exibicionismo

São conhecidas as suas participações exuberantes no carnaval da Madeira. Já foi fotografado em cuecas.

Teve vários casos relevantes. O mais giro é sem dúvida quando finge sodomizar uma mulher polícia.

Problemas com a Justiça

Nunca teve casos relevantes.

Estima ter ido a tribunal mais de 2500 vezes.

Durabilidade do Mandato

Há mais de 30 anos no poder, com 10 maiorias absolutas.

16 anos como primeiro-ministro.

Problemas de dívida soberana

Endividou a ilha e descontrolou as finanças públicas. Foi reeleito com maioria absoluta e diz que não vai ceder à pressão externa.

Endividou o país foi obrigado a demitir-se por esse motivo, mesmo sem ter que recorrer a empréstimos da troika.

TOTAL:

5

3


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Domingo, 13 de Novembro de 2011
por Ricardo Vicente

Berlusconi foi eleito pelos italianos. Eleito. E por mais do que uma vez. Há uma grande, grande onda de hipocrisia a perpassar toda a Itália nestas horas em que se celebra a saída de Berlusconi. Li no Facebook que Berlusconi era um jogador. Pois era e é mas está muito longe de ser o maior gambler ou o que mais determina, neste momento, o destino da União Europeia.

 

Esta onda anti-Berlusconi que se estende e se faz celebrar em tantos outros países da Europa lembra-me o quanto os europeus adoram odiar os políticos americanos [em especial os da direita (?)] ao mesmo tempo que poupam e protegem olimpicamente os líderes em que eles próprios votam e que elegem.

 

Neste momento, os big gamblers da Europa não são nem Berlusconi, nem os mercados, nem o Obama, nem os chineses (que já começam a ser uma espécie de novos judeus: não há dia em que não oiça um europeu criticá-los). Os verdadeiros big gamblers da Europa são Sarkozy e Merkel.

 

Soluções verdadeiras para a crise têm sido e continuarão a ser adiadas até depois das eleições na França e na Alemanha tudo porque aqueles dois têm medo de que, se implementarem agora as medidas necessárias para travar a crise, não consigam ser reeleitos.

 

Mas okay, em vez de se falar em Sarkozy e Merkel (e, já agora, Putin/Medvedev e Medvedev/Putin), embora lá continuar a dizer que o Berluconi era um jogador e que o povo italiano nunca teve nada a ver com o assunto Berlusconi.

 

P.S.: A propósito do tópico italiano, ler e compreender este excelente post do melhor blogger português (que, por acaso, não escreve em nenhum blog mas sim em papel).

Berlusconi was elected by Italians. ELECTED. More than one time. There's a big, big hipocrisy going on in Italy these days. As for gambling, Berlusconi is far from being the one who gambles the most. This Berlusconi thing reminds me how Europeans love to hate American leaders while sparing the leaders they themselves (Europeans) vote for and elect. At present, the big gamblers in Europe are Sarkozy and Merkel. True solutions to the crisis are being postponed until after the elections in France and Germany because those two are afraid that, in case they implement the necessary measures, they won't be reelected. But okay, instead of talking about Sarkozy and Merkel let's keep saying that (1) Berlusconi is a gambler and (2) Italian people itself has nothing to do with him.


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Sábado, 12 de Novembro de 2011
por Ricardo Vicente

 

Da Itália, só boas notícias.

 

As boas: a Itália tomou a iniciativa de pedir ao Fundo Monetário Internacional para proceder a uma supervisão próxima e regular das suas contas públicas. Desde que a crise chegou à Europa que os diversos líderes políticos têm tomado decisões sempre no último momento e a reboque dos acontecimentos. Desespero, mijinhas, atrasos e perdas de tempo têm sido o cardápio costumeiro dos políticos perante a crise. Agora, a Itália toma uma atitude antes de as coisas piorarem para lá de um ponto de não-retorno (isto é, qualquer coisa como taxas de juro nos dez por cento).

 

As outras boas: Berlusconi nunca deveria ter atingido o posto de Presidente do Conselho de Ministros da Itália. O seu poder económico e mediático desaconselhava-o. Os seus negócios mais que suspeitos, o seu comportamento público, os escândalos e os crimes desaconselhavam-no ainda mais. Só que a democracia é mesmo como Winston Churchill a descreveu (e poucos o compreenderam...) e Berlusconi lá conseguiu ser o priministro ministro italiano a estar mais tempo consecutivo no poder desde a Segunda Guerra Mundial e a trazer um mínimo de estabilidade governativa ao país. No entanto, tendo tido tantas "oportunidades" para se demitir, escolheu precisamente um dos momentos de maior fragilidade social e económica na Itália para se afastar (para longe ou para perto?) do poder. Tal gesto mostra bem o quanto a política tem sido entendida por Berlusconi não como um serviço prestado à república mas apenas como mais um assunto dos seus negócios privados. É uma excelente notícia que Berlusconi vá, é pena que seja tão tardia.

 

P.S.: Evidentemente, o maior problema da Itália (ou de qualquer outro país democrático) não é a "classe política": em última e primeira instância, os políticos são escolhidos pelo povo e os políticos não se atrevem a fazer aquilo que o povo não quer. Já lá dizia Winston Churchill que...


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