Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2013
por Alexandre Poço

1 - "Não lhe reconheço a si nem a ninguém o monopólio da sensibilidade social ou da propriedade da verdade. Isso revela da sua parte um espirito da Inquisição em que as pessoas eram condenadas por crime de opinião. E portanto eu vou continuar a usufruir da liberdade de que beneficio e a sra. Deputada também."


2 - "E não sei porque se emociona tanto com a minha remuneração e não com a de um treinador do Benfica que ganha não sei quantas vezes mais do que eu? Se calhar porque isso afectaria os seus votos. Mas eu, como não sou de nenhum partido, sou um alvo fácil."


3 - "Ao contrário da senhora deputada, eu tenho alguma experiência na criação de postos de trabalho. Não pense que é só com medidas macro económicas que vamos conseguir reduzir o desemprego. Não são só as PME que vão reduzir desemprego. Para criar emprego não é preciso ter só dinheiro: é preciso ter organização e capacidade para criar projectos para as pessoas. E o BPI tem essa capacidade. Tal como a PT, ou a Zon ou tantas outras grandes empresas."


Fernando Ulrich, Presidente do BPI na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, dia 5 de Fevereiro de 2013.


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Domingo, 3 de Fevereiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

 

 

O presidente do BPI, Fernando Ulrich até pode estar a ser mal interpretado. Pode.

 

O presidente do BPI não pode, pelo cargo de enorme responsabilidade que ocupa, dar-se ao luxo de comunicar mal. Pior, não aprendeu com o primeiro erro de comunicação e teima em repetir. Eu posso fazer um esforço e procurar compreender o que Ulrich pretendeu dizer. Até posso. O que não posso é deixar de censurar estes constantes erros de comunicação do presidente do BPI. O problema de Ulrich é ainda não ter compreendido que cada vez que abre a boca, é o banco a que preside que fica na fotografia.

 

O Banco BPI deve ter, de certeza, contrato com uma empresa de comunicação. Como estou no ramo e sei como estas coisas são, acredito que a empresa seja alheia a estes disparates. O mais certo é terem aconselhado o presidente do BPI a evitar este tipo de situações. As empresas de comunicação não servem apenas para enviar "notas informativas" e convocar/avisar os OCS para estas conferências de imprensa. O problema é outro. A maioria das pessoas está convencida que sabe comunicar, que sabe lidar com os jornalistas e, pior, que sabe expressar correctamente as suas opiniões e ideias. Não sabe. É para isso, entre outras coisas, que servem as empresas de comunicação. Não dar uso aos serviços que se contrata é deitar dinheiro fora.

 

No dia em que o BPI apresentou excelentes resultados, o seu presidente resolveu explicar o tiro anteriormente dado. Foi pior a emenda. Por manifesta falta, quero crer, de capacidade para o domínio da língua portuguesa e da comunicação. Certamente, o presidente do BPI é entendido em gestão bancária. Em comunicação, como mais uma vez se viu, é um desastre. É caso para perguntar: não existe um porta-voz mais adequado no banco?

 

Não falta muito e quem não aguenta é a imagem institucional do BPI.


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