Sábado, 17 de Dezembro de 2011
por Ricardo Vicente

A propósito deste post de JFD...

Brasil, Índia, China ultrapassam ou estão em vias de ultrapassar economicamente o Reino Unido, a França, a Alemanha, a Itália, a Espanha. As antigas colónias terceiro-mundistas ou "em vias de desenvolvimento" vão além das metrópoles do velho mundo. Uma das consequências deste fenómeno é intelectual: vai se tornando cada vez mais evidente que a riqueza mundial não é um jogo em que só alguns ganham e isto para custo dos outros. Manter a ideia de que a riqueza de uns corresponde à pobreza dos outros é cada vez mais difícil, como o exemplo daqueles países comprova. No futuro será claro que é possível todos enriquecerem ao mesmo tempo. A riqueza não resulta de subtracção mas de uma multiplicação com ganhos para todos. Riqueza é produzir, o mesmo que multiplicar. Será também evidente que o desenvolvimento de um país depende em primeiro lugar de factores internos: as suas instituições (políticas, económicas, todas), as suas pessoas e, certamente mas só depois, muito depois os seus recursos naturais e localização.

A pouco e pouco, todos os mitos da esquerda politicamente correcta e economicamente analfabeta vão caindo por terra. Isso acontece a par do desenvolvimento económico e da expansão das liberdades em vários países do mundo. É verdade que o processos são lentos mas atingem todos os países, mais cedo ou mais tarde. E isso é muito bom também para a saúde intelectual da humanidade.


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Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011
por Ricardo Vicente

Já tinha sido inapropriado que, depois da desgraça Strauss-Kahn, a direcção-executiva do Fundo Monetário Internacional voltasse a ser entregue a uma personalidade francesa, Christine Lagarde. A França já havia liderado aquela instituição por várias décadas e o seu último mandato acabara nas peripécias por todos conhecidas. Inapropriadas foram também as palavras de Sarkozy, celebrando aquela nomeação como uma "vitória para a França".

 

Após a sua candidatura ter recebido apoio da parte do Brasil, Rússia, Índia e China, Lagarde vem agora dizer que o fundo não precisa de ter os seus recursos aumentados, contradizendo assim a intenção de algumas economias emergentes (o poder relativo dentro do FMI depende do valor com que cada país contribui).

 

Sem qualquer fundamento que não a sobranceria da velha Europa e a arrogância francesa, a nova directora do FMI bloqueia assim uma redistribuição de poder cada vez mais merecida, sendo também verdade que, na actual crise europeia e considerando as dificuldades económicas nos EUA, tudo aponta para a necessidade de um acréscimo dos meios do FMI, como aliás a própria Lagarde já havia reconhecido.

 

Contradições de um mundo velho e em relativa decadência...


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