Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
por jfd

Ouvir a sua música é sentir o cheiro do milho que coze misturado com o feijão e a carne.

É sentir a dureza das famosas bolachas, a delicia do gostoso doce e ouvir deliciado as histórias da família espalhada por todo o mundo. A Tia em Paris, o Padrinho em Amesterdão, a Avó em São Vicente e os Primos que se aventuraram em Roma e pelo Texas. Mas também lembrar as dificuldades e celebrar as recentes conquistas.

É saber que se faz parte de uma comunidade para quem a família é basilar. É lembrar os domingos solarengos com a mesa farta, os homens a rir, as mulheres a cozinhar e as crianças a brincar. É ouvir trocar histórias de aventura, desgosto, guerra, paz e alegria de tantos marinheiros mercantes que navegaram por esse mundo fora.

A Diva dos Pés descalços passou ao plano espiritual. Que faça uma boa viagem. Será para sempre uma referência para todos nós e para todos os que a adoptaram como cantora de eleição. A Morna ficou de todos. Do Mundo. Com orgulho e com prazer de um pequeno arquipélago virado para o Atlântico.

 

Aproveito para deixar também uma homenagem a todos os emigrantes de Cabo-Verde com uma deliciosa canção de quem, em conjunto com outros cantores que perpetuarão a herança musical daquele país, canta o que é voltar a casa com uma simplicidade apaixonante...


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