Terça-feira, 28 de Maio de 2013
por Fernando Moreira de Sá

 

 

Vamos ser sinceros: não é com o Facebook que se ganham eleições. Quer seja para uma coletividade, para uma autarquia ou para a Presidência da República - escreve Hugo Melo Gomes no Jornal de Negócios (clicar para ler o artigo).


Aqui está uma frase com a qual até posso concordar, em parte. Imaginem agora a frase "ao contrário" e faço a pergunta: será que com o facebook (e outras redes sociais) se podem perder eleições? Vamos por partes.


Estou convencido (vale o que vale) de duas coisas: é fundamental marcar presença nas redes sociais e, estando, só com profissionalismo. Para já, estar nas redes sociais, como o plural da frase indica, significa "estar" no facebook, no twitter, no instagram, na blogosfera (aqui de forma indirecta), etc. Significa apostar nos conteúdos - comuns, próprios, nas fotografias, nos vídeos, no design, entre outros - e tudo integrado em rede. E perceber a linguagem própria destas "novas" ferramentas de comunicação. Obviamente, como bem refere no seu artigo Hugo Melo Gomes, tudo isto não faz ganhar eleições. Mas ajuda. Ajuda na dinâmica, na "onda", na humanização da comunicação, na partilha de informação. Estar nas redes sociais não significa deixar de estar na rua, no contacto pessoal, colocar outdoors ou não dar entrevistas, não falar com a imprensa. O projecto pode ser excelente, o candidato pode ser fantástico. Porém, se eu não tiver acesso à informação, de nada vale. Ora, as redes sociais são importantes para dar a conhecer o projecto, para "vender" o candidato (entre aspas!) e para criar uma dinâmica de pertença. Claro que não chega.


Coisa diferente é saber se uma péssima presença (ou presença nenhuma) ou um tiro mal dado nas redes sociais pode destruir uma campanha. Sem ter certezas (vou aguardar por outubro para as ter) penso que sim. Basta pensar nalguns números: os quase 5 milhões de portugueses com internet e, destes, os mais de 70% que usam as redes diariamente, com espeial relevância o facebook. E ver como os leitores dos principais jornais fogem dos artigos de opinião, das páginas de política ou, nas televisões, as audiências dos canais de notícias da cabo. Tudo isto, por junto, pode significar alguma coisa. A ver vamos.


Contudo, nunca esquecer: mal ou bem, a meu ver mal, existem duas realidades distintas no nosso país, o país dos grandes aglomerados populacionais e o resto. Logicamente, a influência das redes sociais é diferente.


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Terça-feira, 24 de Julho de 2012
por Carlos Faria

Sondagens públicas sobre as legislativas regionais dos Açores não tem havido, ouve-se nos cafés e entre informados da política que as encomendadas pelos partidos por agora têm dado resultados que apontam para uma preferência por Berta Cabral em prejuízo de Vasco Cordeiro, se isso depois se refletiria na preferência de votos nos respetivos partidos, ninguém sabe.

Contudo olhando algumas intervenções dos atores dos dois maiores partidos, sente-se uma certa euforia anestesiante do lado do PSD e um nervosismo irritadiço do lado do PS. Mas a crise parece não comprometer o voluntarismo e não faltam propostas eleitorais neste período de pré-campanha, existe inclusive o blogue Prometório que vai listando todas as promessas dos vários políticos e os números já são extensos a fazer recordar o período das vacas gordas.

O PSD procura aproveitar o menor carisma do adversário e esforça-se por culpar a gestão do PS-Açores pelos reflexos da crise que se sentem aceleradamente nos Açores, com destaque para o maior crescimento da taxa de desemprego aqui que no resto do País, as enormes reduções da ocupação hoteleira em S Miguel, as incertezas do setor primário, a dimensão das dívidas na saúde e das SCUT e os custos dos transportes para os residentes.

O PS faz um ataque mais cerrado ao carisma de Berta Cabral, culpa Passos Coelho de todos os males que estão a ocorrer nos Açores, assume-se como o defensor da autonomia e após anos de aumento exponencial na admissão de funcionários públicos regionais que teve de parar, agora esforça-se por disfarçar o desemprego real implementando programas de integração de desempregados na sua administração por períodos de cerca de um ano, criando uma potencial bomba relógio a estourar a seguir às eleições.

O resultado em votos deste jogo de acusações, defesa e capacidade do poder em camuflar os problemas reais que minam a economia dos Açores só será conhecido no próximo outono após este verão quente.


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