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Forte Apache

O priapismo do PS

José Meireles Graça, 29.12.12

Se e quando o PS regressar ao Poder, sou dos que acharão justo - tão justo e apropriado como a nomeação, nas insolvências, dos próprios insolventes como fiéis depositários dos bens a executar.

 

Claro que os insolventes não costumam orgulhar-se da condição a que chegaram, e não lhes ocorre a ideia peregrina de, se melhorarem de vida, repetir os passos que os levaram ao abismo.

 

Por isso esta comparação é nitidamente forçada. Mas, mesmo assim, foi a que me ocorreu ao ler o estimável Zorrinho: "Respeitamos as metas do memorando mas é outro o caminho para as podermos cumprir. Um caminho baseado numa visão moderna do Estado social, numa nova economia sustentada no conhecimento e na inovação limpa, na participação e no envolvimento das pessoas e das comunidades".

 

Tenho porém dúvidas se o estou a interpretar correctamente, porque a referência à inovação limpa me deixa um tanto perplexo: estará Zorrinho a insinuar que a inovação no anterior consulado PS, da qual foi o mais brilhante corifeu, via Plano Tecnológico, Estratégia de Lisboa e outros brilhos de lantejoulas, foi, digamos, hum, suja?

 

Não posso crer. Deve ser mazé retórica, daquela do voluntarismo, dinamismo e empreendedorismo - priapismo de treteiros, em suma.

O número de circo

José Meireles Graça, 10.07.12

Estamos mesmo precisados de um número de circo, e o interessante Zorrinho, ex-Coordenador da Estratégia de Lisboa para o Descalabro, era a pessoa certa para o organizar.

 

A coisa consiste nisto: O PS, uma agremiação de pessoas responsável por ter trazido o País até à abjecção da pedinchice internacional, fez uma página na Internet onde quem quisesse se podia aliviar dos seus ódios e opiniões sobre os malefícios da governação actual. Dos "milhares de interacções" daí resultantes, Zorrinho fez, num esforço que deve ter sido hercúleo, um caridoso condensado - caridoso porque o PS não quer afligir o Governo para além do necessário, conforme o próprio esclarece: "Nós, porque também não queremos que o Governo nos acuse de estarmos a perturbar o trabalho governativo, condensámos essas perguntas em 114, que vamos enviar hoje mesmo."

 

Vai então enviá-las ao Governo, ignora-se se por carta registada com aviso de recepção ou por outro meio mais tecnológico. Mas as 114 perguntas são só, digamos, um aperitivo. O prato de resistência declinam-no assim: "O PS interroga ainda o executivo sobre medidas concretas para promover a criação de emprego, para combater o desemprego, com destaque para o desemprego dos jovens, para combater as carências alimentares das famílias, as desigualdades sociais, a precariedade laboral e a corrupção, e de apoio à natalidade."

 

Não sei o que o Governo, aflito, vai responder, e menos ainda com que detalhe. Mas gostaria que, genericamente, dissesse: Olhem, não é nada do que andaram a fazer para resolver esses problemas.

Espinhosa esta rosa

jfd, 30.03.12

 

Uma deputada quer a demissão do porta-voz.

O porta-voz manda calar o partido em jeito de desabafo.

Um líder parlamentar diz que não se demite.

Esse líder é acusado por outro deputado de esquizofrenia.

Para ajudar à festa vem um ex-candidato a líder dizer que estão a tentar(!) demonizar os Governos do ex-líder.

 

O PS continua abjecto. Vazio de ideias. Vazio de soluções. Longe de encetar um correcto caminho para Portugal.

Valha-nos o Governo.

 

Aguardam-se novos capítulos.