O cidadão implicativo e o funcionário habitual
Ex.mo Senhor Presidente do Conselho Directivo:
Requeri em 7 de Junho de 2011 a revalidação da minha carta de condução P-176664 2, na Loja do Cidadão instalada na Câmara Municipal de Guimarães. A respectiva guia de substituição foi revalidada em 2 de Setembro, e novamente em 22 de Dezembro.
De todas as vezes tive que esperar a minha vez, numa delas durante tempo considerável; de todas as vezes tive que pagar o estacionamento; sempre fui atendido simpática e ineficientemente - se em vez de pôr um carimbo com validade de dois meses o carimbo tivesse a validade equivalente à demora desses serviços, não me incomodava eu, nem milhares de cidadãos como eu, a suprir a vossa escandalosa ineficiência.
Fui notificado hoje para levantar a carta nos CTT, onde esperei durante mais de uma hora, no fim da qual simpaticamente me entregaram a carta renovada.
Vinha acompanhada de um ofício de V. Ex.ª com o voto de que a "utilize na prática duma condução segura".
V. Ex.ª, de toda a evidência, não faz bem o trabalho que, como contribuinte, lhe pago para fazer - nove meses é um prazo inadmissível para a emissão de um cartão; e acha-se autorizado a dar-me conselhos que não pedi e dos quais, por conseguinte, não tenho necessidade.
Se se tratar de um gesto que V. Ex.ª imagina cordial, informo que alegremente dispensaria a suposta cordialidade, a troco de um módico do profissionalismo.